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Uma reflexão sobre a saúde pública e o Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, mais do que qualquer homenagem, deve servir para trazer reflexão.

O Brasil nos últimos 20 anos conseguiu avanços no campo da cidadania. O fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores exemplos, pois melhorou a qualidade de vida da população negra brasileira com atendimento universal e humanizado.

Ainda precisamos caminhar muito. A população negra representa 67% dos atendimentos na rede pública de saúde e tem 73,5% mais chances de serem expostas a uma vida em condições precárias do que a população branca.

Além disso, uma pesquisa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), realizada em 2013 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostrou que 53% da nossa categoria (que está aí, lutando diariamente para salvar a vida da população durante a pandemia) era negra ou parda.

 

Sucatear o SUS é crime contra a população negra

 O SUS e todos aqueles que nele trabalham têm sofrido duros golpes. Os direitos de servidoras e servidores, como a estabilidade, salários e planos de carreira, estão sendo ameaçados com a Reforma Administrativa criada pelo governo Bolsonaro.

O Governo Federal também torna a saúde uma mera pauta econômica e tentou privatizar as Unidades Básicas de Saúde, onde ocorre o primeiro atendimento às camadas mais pobres, atingindo em cheio a população negra.

Quando o Brasil “libertou” seus escravos negros, eles foram marginalizados. Convivem até hoje com a falta de acesso a direitos básicos. Reduzimos um pouco essa desigualdade, mas o sucateamento do SUS atinge diretamente negras e negros.

Por isso, defender o SUS está além de questões ideológicas ou de eficiência. Tem a ver com garantir às pessoas atendimento de qualidade, corrigindo aos poucos dessa injustiça social histórica. Lutemos juntos!

 

Fonte: Sindsaúde-PR