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Sozinho, Paraná correspondeu a 32% das mortes por Covid-19 notificadas no dia 12 no Brasil

Paraná representa 32% das mortes no dia 12

Paraná representa 32% das mortes no dia 12O que acontece com o Paraná na pandemia? Enquanto praticamente todo o país vive um momento de redução na quantidade de casos e de mortes, o estado do Paraná, sozinho, correspondeu a 32% das mortes por Covid-19 notificadas no Brasil na segunda-feira (12). Foram 248 de 765. As datas dos óbitos variam.

Apesar de todo o esforço do Governo Federal para prolongar a pandemia, a vacinação avança (forçada, principalmente, pelas mobilizações sociais e pela CPI do Genocídio no Senado) e, mesmo a passos lentos, os reflexos começam a ser sentidos em quase todos os estados, mas o Paraná é exceção.
Em todo o mundo, já foram confirmados 187 milhões casos de COVID-19 e 4,04 milhões mortes.

– No Brasil, são 19.106.971 casos confirmados e 534.311 mortes
– No Paraná são 1.323.845 casos confirmados e 32.7791 mortes (13/7)

Segundo o Consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, a média móvel de óbitos geral está em queda, mas o estado do Paraná vai na contramão, com alta de 228%. É, portanto, o estado do país com a maior média móvel de óbitos, seguido pelo Acre (+150%). Os demais estados com média móvel negativa
Das 27 unidades da Federação (26 estados e mais o Distrito Federal), 21 estão em queda, 4 estão estagnados e apenas o Paraná e o Acre estão em ascensão.

A situação do nosso estado é fruto de uma combinação de fatores: falta de liderança política comprometida com o bem-estar da população, comprometimento com os setores econômicos e não com a vida das pessoas na hora de tomar decisões sobre restrições sanitárias e isolamento social, falta de investimento na Saúde.

Para maquiar a situação, o governo estadual faz malabarismos com os números para passar a ideia de que a situação seria menos grave do que parece.
Enquanto isso, as trabalhadoras e os trabalhadores da Saúde também sofrem. No Paraná, segundo dados da SESA-PR, 572 profissionais da área já morreram por Covid-19, sendo 158 da Enfermagem, segmento com a maior quantidade de perdas. Houve mais de 73 mil notificações. Mas é importante lembrar que, de forma geral, ocorre uma grande subnotificação porque nunca houve uma política de testagem em massa que permitisse o rastreamento eficaz.

Segundo Pedro Hallal, professor na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que lidera o Epicovid-19, um estudo para quantificar a escala do desastre da pandemia no país, o Brasil poderia ter salvado 400 mil vidas (o que corresponderia a cerca de 80% das mortes por Covid-19) se tivesse implementado medidas de distanciamento social mais rígidas e lançado o programa de imunização mais cedo, como fizeram outros países.

Perdemos mais um colega
Na manhã desta terça-feira (13) foi confirmada a morte de mais um colega, servidor da SESA-PR: Thiago Henrique Kanarek Santos, enfermeiro que atuava na 5ª Regional de Saúde (5RS), em Guarapuava. Tinha apenas 36 anos.
O SindSaúde-PR se solidariza com a esposa, seus filhos, familiares, amigos e colegas de trabalho.
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que a atual pandemia é o maior desafio da humanidade desde a Segunda Guerra Mundial. O documento “Responsabilidade Compartilhada, Solidariedade Global: respondendo aos impactos econômicos da COVID-19” definiu este momento como “uma crise de saúde global diferente de qualquer outra que já ocorreu que está matando pessoas e espalhando sofrimento humano”.

 

Fonte: SindSaúde Paraná