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SindSaúde-PR e outros sindicatos alertam para flexibilização precoce em Londrina

O Coletivo de Sindicatos de Londrina, grupo do qual o SindSaúde-PR faz parte, enviou ofícios ao Ministério Público e à Prefeitura de Londrina alertando sobre os impactos que as medidas de relaxamento do tímido isolamento social poderão causa na população da cidade. O prefeito, Marcelo Belinati, pretende reabrir praças e parques públicos em breve, o que pode ampliar a contaminação de Covid-19 no município e na região.

Até 3 de agosto, Londrina havia registrado 122 mortes e 3.402 casos confirmados. A velocidade da infecção se intensificou após a reabertura do comércio na cidade, em 20 de abril.

As categorias mais afetadas, segundo dados de 8 de julho da Secretaria Municipal da Saúde, são: profissionais de Saúde (56,7% dos infectados) e trabalhadoras e trabalhadores do comércio e prestadores de serviço (17,87% dos casos). Isso demonstra correlação entre o afrouxamento das medidas e o aumento dos casos.

A transmissão da doença não está controlada e medidas de segurança sanitária em muitos locais de trabalho não estão sendo adotadas. Abrir ainda mais a cidade, que é a exigência de um patronato pouco interessado na vida e saúde dos trabalhadores, é piorar ainda mais a situação na segunda maior cidade do estado.

 

Leitos

A situação atual de ocupação dos leitos em Londrina é de 49% de ocupação de enfermarias SUS, 65% nas UTIs Geral Adulto Privado e 58% nas UTIs Geral Adulto Pediátrico. Nos leitos específicos para Covid-19 a ocupação é de 55% na Enfermaria SUS, 54% na UTI SUS Adulto e 7% na UTI SUS Pediátrico.

As características da doença podem fazer que esses números mudem e aumentem rapidamente, o que provavelmente acontecerá com a aglomerações de pessoas.

Para o SindSaúde-PR, atendendo aos interesses do capital, os governantes estão colocando em risco a vida de profissionais da Saúde e da própria população.

 

Fonte: SindSaúde-PR