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SindSaúde-PR cobra aplicação de medidas de enfrentamento à pandemia nas unidades administrativas (RS, Prédio Central) e nas Farmácias Especiais

O SindSaúde-PR teve audiências com o secretário de Saúde do Paraná, Carlos Alberto Gibram Preto, após a publicação do Decreto 4230, e cobrou que medidas de isolamento físico e social também sejam aplicadas para trabalhadoras e trabalhadores que atuam nas regionais de Saúde, no Prédio Central e nas Farmácias Especiais.

Segundo a coordenadora-geral do SindSaúde-PR, Olga Estefania, o sindicato tem recebido diversas denúncias sobre aglomerações nesses locais, além de refeitórios com pouco espaço, servidoras e servidores realizando refeições em frente ao computador, e até de mães tendo que levar seus filhos para o trabalho, porque a Creche Central se encontra fechada, assim como as escolas.

Essas mães e pais não têm onde deixar seus filhos e são obrigadas, em razão desta situação, a expor menores de idade aos riscos de contaminação pela COVID-19. É importante lembrar que um dos assessores diretos do secretário teve teste positivo para o Coronavírus, levando a gestão a realizar a desinfecção do Prédio Central.

Que segurança têm estas crianças num lugar onde quem deveria dar o exemplo não se protege?

“Tudo isso porque a SESA insiste em descumprir as orientações da Organização Mundial da Saúde e nega às servidoras e aos servidores o teletrabalho, e se recusa a admitir soluções para mudança de jornada diária de trabalho, como redução e alternância de dias presenciais com teletrabalho. Será que a SESA-PR entende que os demais setores da sociedade é que devem se adaptar a estas mudanças e que as mesmas não se aplicam aos setores da própria SESA, que podem, e devem, se adaptar às exigências e às normas de segurança?”, questiona Olga.

O SindSaúde-PR já acionou o Ministério Público para que a SESA cumpra com a sua parte na proteção à saúde neste pandemia e mude de atitude na gestão do trabalho, que ainda acumula atitudes de assédio moral nos locais onde deveria reinar a solidariedade e o reconhecimento do valor que têm as profissionais e os profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia.

Se a SESA-PR desconhece, o SindSaúde-PR informa que há um número muito grande de profissionais que se isolaram de suas famílias para proteger seus entes queridos da contaminação.

Que ânimo tem essas trabalhadoras e esses trabalhadores que, mesmo com tanto sacrifício, são tratadas como se fossem peças descartáveis?

Nós garantimos, senhor secretário, que somos feitos de corpo e emoção. Exigimos respeito, reconhecimento e valorização com princípios humanos, e não de “coisas”!

“O SindSaúde-PR está na luta para que a SESA-PR seja responsável com seus trabalhadores”, afirma Olga Estefania.

Fonte: SindSaúde-PR