Notícias

SindSaúde-PR apoia a greve dos trabalhadores da Ansa/Fafen-PR

A iminente ameaça da Petrobrás em fechar a Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR) – e demitir mil trabalhadores da fábrica de fertilizantes que produz insumos para a estatal – é uma grave afronta aos direitos trabalhistas. A greve dos funcionários paranaenses, iniciada neste sábado (1), se estende ao setor petroleiro de todo o Brasil e recebe também a aprovação – por unanimidade – da nossa assembleia em apoio à greve dos petroquímicos e petroleiros.

“Temos que nos unir contra essa medida que, além de colocar em risco o futuro desses trabalhadores e de suas famílias, é também extremamente prejudicial ao município de Araucária e ao estado do Paraná. Estamos acompanhando o esforço dos colegas do Sindiquímica-PR para reverter esta ameaça e nos solidarizamos com todos, reforçando nosso apoio à luta da categoria”, destaca a diretora do SindSaúde-PR, Floraci Ribeiro.

“Precisamos apoiar esses trabalhadores e suas famílias, pois lutamos pela mesma causa: o respeito e a valorização dos trabalhadores e sua efetiva e saudável permanência nos postos de trabalho”, reforça a coordenadora-geral do sindicato, Olga Estefania. “Nossa gestão apoia a todas as trabalhadoras e aos trabalhadores que estão em greve.”

A batalha pela manutenção dos empregos na Ansa/Fafen-PR resultou na aprovação da greve por tempo indeterminado

(https://sindiquimicapr.org.br/destaques-home/petroquimicos-aprovam-greve-no-parana-contra-o-fechamento-da-ansa-fafen-pr/). A paralisação se estende por refinarias da Petrobrás em todo país. A categoria se une para impedir o fechamento da fábrica paranaense, que pela ingerência dos gestores teve um vazamento de amônia neste fim de semana.

(https://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3785-greve-nacional-dos-petroleiros-segue-forte-amanha-03-tem-grande-ato-em-frente-a-repar)

O governo brasileiro vai na contramão dos países mais desenvolvidos (que começam a focar mais em energias mais sustentáveis) e está direcionando a Petrobrás para atuar apenas na extração e na venda de petróleo cru. Por isso, está abrindo mão de todos os outros setores importantes nos quais a estatal atua.

O fechamento da Ansa/Fafen-PR e a demissão de todos os funcionários, porém, descumpre a cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado com o Sindiquímica-PR. Ela proíbe a demissão coletiva sem diálogos com o sindicato, que foi exatamente o que houve.

O processo de demissões está previsto para iniciar em 14 de fevereiro, com duração de três meses. Estão na lista, 396 funcionários diretos da companhia e 600 terceirizados.

O fechamento da Ansa/Fafen-PR é apenas o começo do processo de desmantelamento definitivo que o governo quer implementar sobre a Petrobrás. A privatização da Refinaria Getúlio Vargas, que também fica em Araucária, também está entre as prioridades do Governo Federal.

Mas a resistência coletiva tem aumentado a cada dia, com novas e importantes adesões.

Fonte: Sindsaúde-PR