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Sesa aprofunda privatização no Hospital de Reabilitação e assédio moral cresce na instituição

Foto: Américo Antonio/SESA

Foto: Américo Antonio/SESA

A Secretaria de Saúde (Sesa) está aprofundando a privatização do Hospital de Reabilitação (HR), em Curitiba. Após anos sob comando direto de fundações privadas e organizações sociais, modelo custoso e ineficiente, foi incorporado ao Complexo Hospitalar do Trabalhador, o que culminou em um modelo de gestão um tanto absolutista e autoritário, mas sem mudar a essência privatista.

O complexo é gerido em um pacto misterioso de fundações de direito privado e cooperativas, priorizando celetistas e pessoas jurídicas em vez de valorizar o quadro próprio concursado.

Durante a transição de gestão, várias servidoras e servidores saíram para outras unidades da Sesa sem permuta, escancarando a perda de espaço dos trabalhadores de carreira na instituição. Os que ficaram sofrem com acúmulo de funções, muitas vezes sem o devido treinamento.

Assim, o hospital está com quadro reduzido, alto número de terceirizados e jornadas abusivas. Por causa da pandemia, o local foi adaptado para ser referência no combate à Covid-19. Parte das chefias está perseguindo servidores, ameaçando de transferência para unidades distantes de suas residências, alegando serem parte do complexo e não da unidade.

Nos últimos dias, diante do anúncio de uma nova UTI no 2º andar, veio uma ordem para enfermeiras escolherem metade da equipe para ser transferida para o Hospital do Trabalhador, seja por vontade própria ou sorteio. Tal medida prejudica o atendimento à população e é mais um ato de assédio moral contra as servidoras e servidores do Hospital de Reabilitação.

O SindSaúde-PR está atento a esta situação e prepara medidas administrativas e, se for preciso, jurídicas, para coibir esta prática.

Fonte: SindSaúde-PR