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Sem o serviço público, a tragédia da pandemia seria ainda maior no Brasil

Assim como grande parte do mundo, nosso país foi afetado de forma devastadora pela pandemia de Covid-19. Mas o Brasil é, talvez, o único a enfrentar neste momento outro terrível adversário: o negacionismo de um governo que age contra o próprio povo.

Como se não bastasse a proposital ineficácia, responsável pela disseminação acelerada do novo Coronavírus, o governo age com negacionismo, minimizando os perigos e os impactos da pandemia. Pior: estimula seus apoiadores a se comportar da mesma maneira.

Essa postura, que nega o papel da ciência e as orientações de especialista, vem acompanhada de uma negligência que mata diariamente.

Além disso, ao se negar a comprar as vacinas logo que elas ficaram mundialmente disponíveis, o Brasil acabou ficando atrás de dezenas de outros países.

 

Quem está salvando o Brasil?

Apesar de todas as dificuldades criadas pelo Governo Federal e por outros governantes e políticos, os impactos da pandemia poderiam ser ainda piores se não fosse a atuação dos servidores públicos.

Sem eles, viveríamos uma tragédia sem precedentes.

Certamente, estaríamos liderando mundialmente o número de contaminações e de mortes.

As vacinas estão sendo produzidas em instituições públicas: a CoronaVac, no Butantan (que completa 120 anos em 2021 e é hoje um centro de pesquisa reconhecido mundialmente, porque lá são fabricadas boa parte das vacinas disponíveis no SUS) e a AstraZeneca/Oxford, na FioCruz.

O SUS, que o presidente brasileiro tentou privatizar com uma canetada em outubro, tem papel fundamental em todo esse processo. Milhões de brasileiros estão sendo tratados e salvos em hospitais públicos.

Sem o SUS, milhões de brasileiros não conseguiriam ter acesso ao tratamento, já que em hospitais privados pode custar centenas de milhares de reais (mesmo que o paciente não sobreviva).

A Vigilância Sanitária (que integra o SUS) também exerce papel fundamental. Entre suas várias atribuições, tem a responsabilidade de fiscalizar e orientar os estabelecimentos que prestam serviços essenciais, determinar normas e procedimentos preventivos de segurança, adotar medidas de controle e realizar estudos epidemiológicos e sanitários.

E mais de 90% dos servidores estão nos estados e municípios, realizado o atendimento que mais impacta no dia a dia da população.

 

Auxílio a quem precisa

Para garantir condições mínimas de sobrevivência durante a pandemia, o Congresso aprovou um auxílio emergencial que ajudou milhões de brasileiros que tiveram sua renda afetada pela pandemia (o Governo Federal propôs inicialmente um parco auxílio de apenas R$ 200,00, mas foi derrotado e teve que aceitar o valor de R$ 600,00), pagos por meio de um banco público: a Caixa Econômica Federal, a partir de dados rapidamente sistematizados por órgãos e empresas públicas.

 

EUA: tratamento privado

Você já parou para pensar por que o país mais rico do planeta é também o que teve maior número de contágio e de mortes por Covid-19 em todo o mundo? Até o final de 2020, mais de  25 milhões de pessoas haviam sido infectadas nos Estados Unidos (EUA), e mais de 400 mil morreram.

São números assustadores, ainda mais se levarmos em conta que eles possuem a maior economia do mundo e estão entre os 20 países com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

A tragédia norte-americana tem dois motivos principais:

1) O negacionismo do antigo presidente, Donald Trump, que conduziu a crise de maneira negligente (assim como o governo brasileiro) e depois não estabeleceu nenhum plano de vacinação em massa.

2) Lá não existe um sistema público e universal de saúde (como é o nosso SUS), e praticamente todo o tratamento tem que ser pago, a custos altíssimos. Há casos em que a conta hospitalar ultrapassou US$ 1 milhão. Em algumas cidades, uma simples remoção médica de urgência (tipo o SAMU, no Brasil) pode custar US$ 9 mil. Com este cenário, milhares de pessoas acabaram morrendo em casa, sem qualquer tipo de tratamento.

Além disso, há inúmeros casos de famílias que tiveram que vender seus patrimônios (principalmente casas e automóveis) para pagar tratamento (mesmo que a pessoa não tenha sobrevivido).

 

Não caia nas fake news

A pandemia está provando que sem o servidor público e sem um estado forte, a tragédia que se abateu sobre o país seria ainda maior.

Por isso, defenda o que é público, porque é para todos.

 

 

Fonte: SindSaúde-PR