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Secretário-candidato não se envergonha do vale-coxinha

O Auxílio Alimentação – AA – é a sétima pauta mais emergencial da nossa categoria. Foi o que apontou uma pesquisa feita pelo Sindicato. Não era para menos. Além de ser um direito de uma parcela restrita de trabalhadoras/es – exclusivo para quem ganha até dois salários mínimos R$1.908,00 – o valor do auxílio é de R$ 103,00. Mesmo com valor irrisório o governo chegou a atrasar o pagamento do direito. 

Mas essa não é uma preocupação dessa gestão. O último reajuste no AA foi em 2011. Estamos há sete anos acumulando inflação, um total de 37% – IPCA de 2011 a 2017. Há muito tempo o Sindicato leva essa pauta para as mesas de negociação, mas o governo fechou as portas para toda e qualquer discussão que envolva aumento de vencimento. É como se as torneiras de dinheiro só estivessem viradas para o lado da iniciativa privada.

O que queremos – A reivindicação do Sindicato é para que o AA seja pago para todas/os as/os servidoras/es em dinheiro e no valor de 35% da primeira posição da tabela do QPSS – C1. Hoje esse valor representaria R$ 400.

Campanha eleitoral – O secretário-candidato, Michele Caputo, não fala sobre essa situação nos palanques por onde tem passado. Sob palmas de chefias e puxa-sacos, o titular da pasta da Saúde tem vendido uma Sesa que não é real. A verdadeira Sesa é gentil e muito generosa com as parcerias privadas e indiferente com aquilo que é seu maior patrimônio: as servidoras e os servidoras/es.

E tem mais – Se o assunto é alimentação, não tem como não falar na última atrocidade de Beto, Caputo e companhia. Cortaram a alimentação de quem trabalha oito horas em hospitais. A falsa desculpa de que o corte ocorreu por orientação do Tribunal de Contas – TC – logo caiu por terra quando o próprio TC disse que mais fácil seria adequar a lei 18.136/2014. Atualmente a legislação é clara apenas quanto ao fornecimento de alimentação para quem trabalha em regime de turno. Lembrando que a maioria das pessoas recebe essa alimentação há mais de 20 anos.

Em frente – Por essas e outras é que 2018 tem de ser o ano da luta. Ano de dar um basta no retrocesso com ainda mais manifestações, paralisações e greves. Caminhe junto com o Sindicato em mais essa Campanha Salarial. Só a nossa União e o nosso combate vão garantir uma vida melhor para nós e para nossa família.