Notícias

Profissionais da Saúde pública paranaense merecem valorização

Vivemos um momento extremamente grave para toda a humanidade com a pandemia da Covid-19. É uma doença agressiva, extremamente contagiosa, ainda sem vacina e sem remédio comprovadamente eficaz em seu tratamento.

No mundo todo, estudos apontam a contaminação de mais de 16,5 milhões de pessoas e mais de 650 mil mortos pela doença. No Brasil, os números “oficiais” indicam que chegamos a 2,5 milhões de casos confirmados e quase 90 mil mortos. Mas, segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, uma das 5 universidades mais importantes do mundo), o Brasil não apresenta dados confiáveis sobre os índices de exames de detecção do vírus.

Na linha de frente de tudo isso estão as profissionais e os profissionais da Saúde, colocando a própria vida em risco para salvar outras vidas. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 90 mil profissionais de Enfermagem já foram infectados e cerca de 300 morreram. Isso por si só já seria motivo para a categoria ser valorizada, como aconteceu em diversos países.

Mas o governador do Paraná parece não enxergar dessa forma. Nos últimos tempos, Ratinho Jr implementou medidas como o aumento da alíquota previdenciária (de 11% para 14%), que piorou a realidade das servidoras e dos servidores, que já sofrem com uma defasagem salarial que está perto de 20%.

Mesmo os 2%, que vieram no começo deste ano como parte do acordo que colocou fim à greve de 2019, já foram corroídos pelo confisco. Para piorar a situação, o governador mandou mensagem à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) pedindo para suspender a recomposição de 1,5% no começo do próximo ano, que também seria parte daquele acordo.

Ao mesmo tempo, em uma interpretação descabida da Lei Complementar 173/2019 (que determina as regras para auxílio aos estados e municípios para reduzir os impactos da pandemia), o governador suspendeu aumentos, promoções, promoções, progressões, abono de permanência, quinquênio, anuênio, concurso público e qualquer outra alteração ou revisão de tabela de quadro/carreira. O SindSaúde-PR ingressará com ação coletiva contra o governo estadual para impedir que mais direitos sejam retirados.

Os problemas vão além, com transferências compulsórias de servidoras e servidores, terceirização, defasagem no quadro de pessoal, contrariando a lei, e diversas outras demonstrações de falta de respeito.

E a cada vez que o governo estadual flexibiliza a política de isolamento social, priorizando os interesses do capital em vez de evitar a sobrecarrega dos sistemas de Saúde, também está desrespeitando a nossa categoria porque conforme a pandemia avança, aumentam as chances de sermos infectados.

O SindSaúde-PR está na luta pela real valorização das profissionais e dos profissionais da Saúde pública paranaense, seja pela negociação ou pela via judicial, se necessário, como nas ações para reverter o aumento da contribuição previdenciária e a diminuição do piso de contribuição dos aposentados.

E é por isso que nós continuaremos lutando para que o governo estadual reconheça o valor de suas trabalhadoras e trabalhadores, daqueles que trabalham com ética, seriedade e compromisso com as necessidades da população.

 

Fonte: SindSaúde-PR