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Pressão faz votação da Reforma Administrativa em comissão ser novamente adiada

Pressão faz votação da Reforma Administrativa em comissão ser novamente adiada

Pressão faz votação da Reforma Administrativa em comissão ser novamente adiada

A votação da Reforma Administrativa (PEC 32/2020) do governo Bolsonaro na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema foi adiada mais uma vez. Prevista para ser analisada na terça-feira (21), a proposta novamente foi alvo de grandes protestos na capital federal.

O relator do projeto na comissão, deputado Arthur Maia (DEM-BA), havia apresentado um texto substitutivo à proposta original, enviada pelo governo Bolsonaro, mas não havia certeza de que esse novo texto obteria os votos necessários para sua aprovação.

Maia havia se comprometido a enviar uma nova versão antes da sessão que estava agendada para 21 de setembro pela manhã, mas não o fez, optando por seguir negociando nos bastidores, com o apoio de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Bolsonaro.

Uma nova reunião da Comissão para debater o tema foi marcada para hoje (22), às 15h30. Para atender aos anseios do governo e do mercado, Arthur Lira queria colocar a PEC em votação no plenário até quinta-feira (23).

Protestos e mais pressão

Novamente, houve mobilizações de servidores, entidades sindicais e movimentos populares em Brasília, para que o projeto não fosse votado na Comissão Especial.

Na semana anterior também foram realizadas diversas mobilizações na capital do país, das quais o SindSaúde-PR fez parte.

Na manhã de ontem (21), centenas de manifestantes já estavam de prontidão no Aeroporto de Brasília, recepcionando os deputados que chegaram de avião.

Um pouco mais tarde, o número chegou aos milhares em frente ao Anexo II da Câmara, o que ajudou a mostrar a resistência popular contra o desmonte dos serviços públicos.

Essa movimentação que deve continuar com força até que a PEC 32/2020 seja definitivamente derrotada. Por isso, chamamos a categoria a continuar enviando mensagens aos deputados pela plataforma Na Pressão, pressionando para que eles defendem os serviços públicos e não ajudem a aprovar a Reforma Administrativa.

 

Fonte: SindSáude