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Perigo à vista: Sesa passa a avaliar retomada de serviços não essenciais no Paraná

Na última terça-feira (28), o governador Ratinho Jr publicou decreto determinando que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) estabeleça normas e procedimentos pra retomada de serviços essenciais e não essenciais em municípios que não possuem decretos regulando atividades econômicas durante a pandemia.

O mesmo decreto prevê que a Sesa possa reavaliar as medidas a qualquer momento, conforme a evolução da pandemia da Covid-19. Critérios de abertura e fechamento deverão ser publicados pela secretaria em um ato.

O SindSaúde-PR avalia que, neste momento, com o número de casos e mortes subindo e o sistema de Saúde cada vez mais próximo de um colapso, nenhuma norma de isolamento social deva ser flexibilizada.

Mesmo com falhas, foi o isolamento social que evitou uma tragédia sanitária ainda maior no estado, mas tal situação tende a piorar muito com vários municípios flexibilizando regras em um momento em que o pico da pandemia sequer foi alcançado.

Muitos estados brasileiros já chegaram no seu limite (sem leitos de UTI, respiradores, EPIs, insumos e nem mesmo condições de enterrar os mortos) e estão precisando adotar medidas ainda mais duras, inclusive com lockdown (confinamento) em diversas cidades.

Há estados que começaram a flexibilizar as medidas preventivas e agora estão colhendo o resultado suas decisões equivocadas. Por isso, é importante que a categoria também pressione a Sesa e o governo estadual. O Paraná não pode seguir pelo mesmo caminho.

O SindSaúde-PR defende que medidas mais rígidas de isolamento social sejam tomadas para achatar a curva de casos e tentar reduzir a circulação do vírus pelo estado. Não há outra forma de impedir o caos do Sistema de Saúde e de proteger as servidoras e os servidores, para que continuem tendo condições de salvar vidas.

O sindicato espera que a Sesa tenha racionalidade e autonomia suficientes diante de pressões políticas e econômicas para entender que, neste momento, qualquer abertura colocará em risco a vida dos servidores da Saúde e da população, e possa manter medidas rígidas de isolamento social.

Fonte: SindSaúde-PR