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Ônibus seguem lotados em Curitiba e RM: é difícil frear a pandemia assim

Quem trabalha em função essencial (isso inclui servidoras e servidores da Saúde pública) e precisa pegar ônibus diariamente em Curitiba e Região Metropolitana se assusta com a lotação do transporte coletivo.

É difícil frear dessa maneira a pandemia da Covid-19, uma doença que se espalha facilmente em aglomerações (e agora, sabe-se que também pelo ar).

Rafael Greca, prefeito de Curitiba e responsável pelo transporte público municipal, e Ratinho Jr, governador responsável pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec, que cuida da integração do sistema na RM), não ofereceram soluções verdadeiras para a lotação, especialmente em relação às limitações e quantidades de veículos necessários para reduzir o acúmulo de passageiros.

Com essas condições, conforme o passar do tempo, mais pessoas continuarão adoecendo e morrendo.

O SindSaúde-PR já havia entrado com pedido junto ao Ministério Público para que o governo estadual decretasse o fechamento de atividades não essenciais [relembre aqui].

A ciência precisa ser ouvida. De um lado, várias linhas precisam de mais reforço. De outro, é preciso mais rigor para delimitar o que é de fato atividade essencial e não recuar diante de lobbies de grandes empresários. O que os governos deveriam fazer é buscar maneiras de ajudar os pequenos empresários a se manterem fechados e em segurança, sem falir.

A superlotação dos ônibus é um sintoma e a causa é que precisa ser enfrentada.

Quanto mais gente for infectada, mais vidas serão perdidas. Mas parece que nossos governantes esqueceram que não há nada mais importante do que a vida.

Fonte: SindSaúde-PR