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MP-PR entra com ação por lockdown e comprova que o Sindsaúde-PR estava certo

Há mais de três meses, publicamos um vídeo afirmando que o estado do Paraná não estava pronto para fazer o enfrentamento à pandemia do Coronavírus. Na época, alertamos sobre a falta de leitos e de trabalhadoras e trabalhadores, e que isso comprometeria a capacidade de o estado atender a demanda quando houvesse crescimento de casos de contágio e de mortes.

Relembre aqui

ALERTA! O Paraná não está pronto para enfrentar a pandemia do Coronavírus Covid-19. Para proteger a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores da Saúde pública paranaense e a população, o SindSaúde-PR protocolou um ofício direcionado à secretaria de Estado da Saúde. Entenda a situação do estado: http://sindsaudepr.org.br/noticias/2/noticias/6321/o-parana-nao-esta-preparado-para-a-pandemia-do-coronavirus

Posted by SindSaúde Paraná on Thursday, March 19, 2020

Hoje (29), o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) ingressou com ação civil-pública na Justiça contra o governo estadual para tentar invalidar os decretos que flexibilizaram as medidas de segurança e permitiram a abertura de comércios não essenciais, mesmo em um quadro de crescimento de casos de contaminação e de mortes pela Covid-19.

Na ação, o MP-PR ainda solicita que diante do agravamento da situação em diversas regiões do estado, o governo adote medidas restritivas compatíveis com a gravidade do cenário, entre elas o “lockdown”, principalmente nas regiões que apresentam quadro mais graves, como Curitiba e Região Metropolitana, litoral, campos gerais, e municípios da Região Oeste.

A ação também pede que o governo se abstenha de decidir por novas flexibilizações sem embasamento técnico fundamentado em evidências científicas e em orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. O governo tem 72 horas para se manifestar.

Segundo boletim da Secretaria de Saúde (Sesa), a Região Metropolitana de Curitiba está com 82,44% de ocupação nas UTIs (277 vagas ocupadas de 336). Se os governos do estado e prefeituras continuarem priorizando a questão econômica e não a vida da população, em breve entraremos em uma situação crítica, com cenas trágicas com a que vimos em outros estados e outros países, com impacto também sobre as servidoras e os servidores da Saúde pública.

Fonte: SindSaúde-PR