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Mensagens de WhatsApp comprovam ameaças e a trama para um golpe no sindicato

Ontem (21) publicamos um texto explicando como algumas pessoas, que não conseguiram montar chapa em 2019, estão tramando um golpe contra o SindSaúde-PR e se apropriam de alguns discursos para enganar a nossa categoria, criado um clima de instabilidade visando tomar, na marra, a direção do sindicato, na Assembleia de sábado (23).

Mas a situação é ainda pior. Tivemos acesso a mensagens escritas e de áudio de um grupo de WhatsApp onde a trama é estabelecida, com direcionamento de ações e divulgação coordenada de mensagens e ataques ao sindicato e a dirigentes não só nas redes sociais.

 

Ameaças

Conforme noticiamos mais cedo, essas pessoas articularam uma ida ao sindicato para intimidar os dirigentes do sindicato e, se necessário, fariam o mesmo com os funcionários da entidade. Fato que levou a direção a fechar a sede de Curitiba nesta sexta-feira (22) para salvaguardar a integridade física das pessoas.

Os áudios comprovam que algumas pessoas queriam a assembleia presencial apenas para “ARREPIAR” (um termo que pode ter várias conotações, e nenhuma delas é positiva). Fica evidente que a intenção dessas pessoas nunca foi dialogar. Eles adotam um discurso para o público e usam o termo “categoria” quando, na verdade, falam apenas por si. “ARREPIAR”.

 

Como fica evidente no áudio acima, a intenção desse grupo era ARREPIAR na sede, causar um “stress enorme”.

E realmente estavam vindo para Curitiba para isso.

 

Segundo mensagem de áudio, o objetivo seria FAZER UM ESTRAGO.

 

Só que a pessoa que falou que iria ARREPIAR na sede e FAZER UM ESTRAGO, foi depois ao Facebook do SindSaúde-PR para dizer que o sindicato “supõe que servidores iriam na sede”.

Como o áudio da fala dela mesmo comprova, não era uma suposição, a proposta dela era real. É um imenso absurdo.

 

Violência

Mas a intenção dessas pessoas fica mais nítida em outros áudios, que revelam ameaças reais à integridade física de dirigentes do SindSaúde-PR, especialmente da coordenadora-geral, Olga Estefânia.

“Arrancar os cabelos dela sem anestesia”.

 

Outros áudios revelam que a tática dessas pessoas extrapola a civilidade. Em certo momento, o discurso de ódio se transforma em proposta. Combinam de ir até a residência da coordenadora-geral para ameaçá-la e intimidá-la, violando sua privacidade e a de sua família. É algo absurdo, imoral e violento.

 

Depois que denunciamos, a mesma pessoa que fez essa proposta de ir até a casa da coordenadora-geral foi à nossa página do Facebook minimizar as ameaças. Pior: ainda desdenhou da defesa da integridade física da nossa equipe, e obteve o apoio de outras pessoas.

 

Houve diversas tentativas de pessoas daquele grupo para minimizar o fato de que havia intenções de violência, afinal o termo “arrancar os cabelos dela sem anestesia” é óbvio o bastante.

 

CASO DE POLÍCIA

Diante dessas ameaças e ofensas, um boletim de ocorrência já foi lavrado. Essas e outras mensagens já estão de posse da Polícia, que dará prosseguimento ao caso e tomará as devidas providências.

 

Inviabilizar a assembleia e a democracia

Tanto os comentários nos grupos de WhatsApp como nas redes sociais evidenciaram que há alguns objetivos políticos.

– Dar um golpe e tomar o sindicato à força, convocando eleições antecipadas em vez da recomposição da direção.

Isso é mais evidente quando pessoas desse grupo de WhatsApp compartilham uma ‘carta’ publicada por algumas pessoas que haviam deixado a direção do sindicato (em relação à essa carta, o SindSaúde-PR também está tomando providências para reaver a verdade) por não concorda com a democracia interna (ou seja, não aceitarem perder no voto). Só que são pessoas de grupos diferentes que, inclusive, quase estiveram perto de se agredir fisicamente em uma ocasião. Agora, parece haver um aproveitamento de interesses, como um jogo de cartas marcadas: esvaziar a direção para pedir uma eleição antecipada.

O objetivo fica mais evidente em um comentário de uma pessoa desse grupo:

 

Como essas pessoas não costumam respeitar a democracia, também tentam cavar situações para inviabilizar a Assembleia e as decisões da categoria. Já tentaram fazer isso na Assembleia de dezembro de 2020 e foram derrotados na Justiça.

Trecho do despacho da juíza sobre ação impetrada pelo ex-coordenador-geral Manoel Furlan Barbero, que participa ativamente daquele grupo de WhatsApp.

Mas agora, articulam-se novamente para tentar deslegitimar a vontade da categoria, já pensando em agir contra a direção.

As pessoas desse grupo insistem na retórica de que a Assembleia online causou dificuldades para a participação, mas além de não conseguiram comprovar isso, nós temos todas as provas de que mostram que todas as pessoas que tiveram alguma dificuldade e procuraram auxílio foram atendidas pela nossa equipe e tiveram o direito à voz e voto garantido. Fato que, como mostrado, já foi testificado pela Justiça.

Da mesma forma, todas as pessoas que estão procurando auxílio para participar da Assembleia do dia 23 também estão recebendo ajuda e tendo sua inscrição garantida, se tiverem cumprindo com os pré-requisitos estatutários.

 

Como funciona?

O grupo de WhatsApp é composto por pessoas da categoria, mas as mensagens são, geralmente, feitas pelas mesmas pessoas de sempre, e as ameaças e discursos de ódio são feitas por algumas delas. Portanto, não é possível avaliar se todas as pessoas que participam daquele grupo concordam com as abordagens e com as ameaças.

No grupo há um estímulo constante que, via de regra, parte de algumas poucas pessoas, que “lideram” e incentivam as demais. O funcionamento é muito próximo dos grupos de WhatsApp que são usados na velha política, com algumas pessoas publicando mentiras ou distorções políticas e direcionando o comportamento das outras.

As mesmas mentiras sobre a atuação do sindicato são repetidas várias vezes, para que as pessoas fixem algumas ideias e depois as reproduzam nas redes sociais e em outros grupos de WhatsApp.

Mensagens semelhantes a esta, por exemplo, são repetidas à exaustão, muitas vezes pelas mesmas pessoas, reproduzindo inverdades (que podem ser facilmente derrubadas pelos fatos. Por exemplo, uma busca rápida na nossa página para ver que esse comentário não reflete a realidade, já que nossas campanhas em defesa da categoria (clique aqui) alcançaram mais de 400 mil pessoas, com 24 mil reações positivas e mais de 2 mil comentários favoráveis.

Ações são direcionadas para inundar as postagens do sindicato com mensagens, nem que seja para requentar assuntos.

Na referida matéria, algumas pessoas desse grupo chegaram a publicar dezena de comentários (uma delas fez 32 comentários). Geralmente, estratégias assim são usadas para dar uma impressão de que há um grande volume de pessoas comentando. Tanto é que depois disso, algumas dessas pessoas voltaram lá para comentar sobre a quantidade de comentários na postagem (só que eram comentários dessas mesmas pessoas).

 

Defenda o SindSaúde-PR

Assim como mostramos no outro texto, essas pessoas esforçam-se para tentar esconder todas as lutas que travamos e todos os avanços que conquistamos, muitos de forma inédita.

Por mais que comprovemos tudo o que fizemos, elas continuam insistindo na tática política de dizer o contrário.

Como ficou evidente, tudo não passa de uma tentativa desesperada de dar um golpe e assumir a direção do sindicato, desrespeitando a vontade da categoria.

Os ataques ao sindicato prejudicam toda a nossa categoria, enfraquecem nossa luta e poderão jogar nossa categoria novamente no isolamento.

Por isso, chamamos a todas e a todos para que participem da Assembleia de sábado (23).

O SindSaúde-PR defende você. Defenda o SindSaúde-PR.