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Menos servidoras e servidores da Saúde em plena pandemia. Este é o governo Ratinho Jr

Os constantes ataques do governador Ratinho Jr às servidoras e aos servidores públicos da Saúde é também um ataque a toda a população paranaense.

Nesta pandemia, enquanto nossa categoria está na linha de frente no atendimento à população, trabalhando de maneira incansável desde março do ano passado, o governo não demonstra qualquer tipo reconhecimento.

Ao invés de valorizar o que está sendo feito, Ratinho Jr prefere fazer de tudo para tornar o trabalho de todas e de todos ainda mais difícil e complicado.

A atitude negacionista que resultou em mais infecções, mais mortes e hospitais mais lotados, aumentou a carga de trabalho de quem está arriscando a própria vida para salvar a população.

A demora e a ineficácia para aquisição das vacinas também afetam a população.

Estatisticamente, profissionais da Saúde estão muito mais susceptíveis ao contágio, já que estão expostos a situações de risco com mais frequência do que o restante da sociedade.

Já são mais de 200 mortes de trabalhadoras e trabalhadores da Saúde (pública e privada) desde o início da pandemia aqui no Paraná.

 

Queda no número de servidoras e servidores

Em seus dois primeiros anos de governo, Ratinho Jr reduziu em 8% a quantidade de servidoras e servidores da Saúde: temos 615 pessoas a menos do que no início de 2019. Mesmo em meio à pandemia, e apesar das pressão do SindSaúde-PR, o governo pouco fez para repor essa perda.

A defasagem atual é de quase 38% em relação à quantidade de vagas disponíveis. Das 11.319 vagas disponíveis por lei, 4.198 estão desocupadas.

O sindicato vem cobrando insistentemente a contratação de mais servidoras e servidores por concurso público.

 

Descaso prejudica o atendimento à população

Ao mesmo tempo em que nossa categoria trabalha para salvar a vida dos paranaenses, ainda sofre com a imensa sobrecarga, assédio moral crescente, falta de pessoal e de estrutura adequada.

Um exemplo é a Farmácia do Paraná, que garante medicamentos para tratamentos de média e alta complexidade, para atendimento a transplantados, pacientes com artrite, hepatite, Alzheimer, Parkinson, asma, esclerose múltipla, entre outras doenças. São mais de 260 mil usuários que ficam com o atendimento prejudicado.

O descaso do governo com a saúde pública também atinge o atendimento nos hospitais públicos, aumentando a espera. Mesmo procedimentos de rotina estão sob risco ou levam mais tempo do que o necessário.

Quando faltam servidores, além da assistência, há perda nas ações de vigilância sanitária, na epidemiologia (que tem, entre outras funções, a produção de dados e informações necessárias para que governos tomem providências) e outras modalidades de serviço que afetam a qualidade de vida de toda população, como ações de vigilância, fiscalização e prevenção, realizadas pelo SUS.

 

Ao lado dos paranaenses

Serviços públicos existem para que todas as pessoas possam acessar seus direitos mais básicos – e não somente as que podem pagar por eles.

Se o governo estadual tivesse esse mesmo entendimento e valorizasse a vida da população, faria a contratação de mais servidoras e os servidores por concurso público.

 Mas até agora, tudo o que Ratinho Jr tem demonstrado é que a Saúde não é prioridade.

 

 

Fonte: SindSaúde-PR