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Mais de 20 mil pessoas se reúnem em Curitiba contra as barbáries do governo (corrupto) de Bolsonaro

Ato Fora Bolsonaro 3j

Ato Fora Bolsonaro 3jNo último sábado (3), mais uma rodada de protestos contra o governo Bolsonaro tomou conta de todas as regiões do Brasil.
Quase 1 milhão de pessoas foram às ruas em todas as capitais e centenas de cidades, cobrando a responsabilização do presidente na desastrosa condução da pandemia da Covid-19, que já matou mais de 520 mil brasileiras e brasileiros.

Junto a inúmeras organizações, movimentos e setores da sociedade, o SindSaúde-PR esteve presente na manifestação de Curitiba-PR, que reuniu cerca de 20 mil pessoas, e denunciou o processo de privatização e de terceirização que ocorre no Estado do Paraná, precarizando a atenção da saúde da população.

Apesar do avanço ainda descontrolado da pandemia (por inação do próprio governo), cresce o sentimento na sociedade de que o presidente é ainda mais perigoso do que o próprio vírus.

Após ato público, realizado na Praça Santos Andrade, o grupo caminhou pelas ruas centrais da cidade, sempre fazendo o uso de máscaras de proteção e mantendo o distanciamento social.

Manifestações foram adiantadas

Previstas originalmente para o final do mês, as manifestações foram adiantadas para aumentar a pressão pelo impeachment de Jair Bolsonaro, após revelação dos escândalos envolvendo o Governo Federal na compra de vacinas contra a Covid-19.

Ato Fora Bolsonaro 2Indícios apontam as tratativas para comprar as vacinas indianas Covaxin com 1000% de superfaturamento (de US$ 1,34 a dose para US$ 15 por unidade – a mais cara até agora); e de negociar propinas de um dólar (o equivalente a mais de cinco reais) por dose de vacina, em negociação de 400 milhões de doses do imunizante Oxford/Astrazeneca por intermédio de um militar.

Priorizando a rede de desvio de recursos públicos, Bolsonaro atrasou intencionalmente a chegada das vacinas da Pfizer (ignorando 53 e-mails da empresa farmacêutica) e de outros laboratórios ao país, que garantiriam milhões de doses ainda em 2020.

Se não fosse o atraso proposital do governo, milhares de famílias não precisariam chorar a perda de parentes.

Além de cobrar a investigação sobre o presidente, o ato também cobrou celeridade na campanha de vacinação, auxílio emergencial de R$ 600, e se manifestou contra o desmonte dos serviços públicos.

Responsabilidades de Ratinho Jr.

Na ocasião, a diretoria do SindSaúde-PR também foi às ruas cobrar a responsabilidade do governador do Paraná, Ratinh

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o Jr, na condução da pandemia e no respeito aos direitos das servidoras e dos servidores da SESA-PR.

 

Sua gestão falta com a transparência e evita negociar com os servidores públicos do estado, que já acumulam u

ma defasagem salarial de 25%, nos últimos cinco anos.

Durante o protesto, o nosso Sindicato também pautou o autoritarismo do governo estadual, que articula a privatização da gestão dos hospitais da Zona Sul (HZS) e da Zona Norte (HNZ) de Londrina-PR; do Hospital de Dermatologia Sanitária São Roque (HDSPR), em Piraquara; e do Hospital Adauto Botelho (HCAB), em Pinhais, em meio à pandemia de Covid-19.

Ratinho Jr tem o objetivo de transferir o comando das instituições, atualmente geridas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (FUNEAS), criada por Beto Richa.

Governo acuado

Os atos em todo o país aumentam a pressão contra um governo cada vez mais fragilizado, envolto em seguidos escândalos de corrupção e comandado pelo único governante do planeta que ainda hoje desdenha da pandemia e das mortes, dedicou-se a ajudar a pandemia a se espalhar (em vez de tentar contê-la) e tenta sabotar todas as medidas de proteção (desincentivando o uso de vacinas, máscaras – cuja representação mais grotesca foi abaixar a máscara de uma criança em seu colo – ou isolamento social).

 

Acuado, Bolsonaro tenta reforçar as teorias conspiratórias sobre urnas eletrônicas para enganar os apoiadores que lhe restam e tenta se descolar do rastro de crimes que começa a aparecer com frequência cada vez maior (o áudio de uma ex-cunhada revelando o comando de Jair Bolsonaro no esquema de rachadinhas de seu gabinete é mais um elemento explosivo para sua cambaleante gestão).

Para tentar se manter no poder, ele ameaça a Democracia e tenta inflar a ira de seus apoiadores com o uso da máquina de fake news.

Fonte: SindSaúde Paraná