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Lepac em Maringá pode suspender o atendimento

  • O Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas – Lepac –, vinculado à Universidade Estadual de Maringá – UEM – corre sério risco de paralisar as atividades em dois meses. O motivo é a retenção por parte do governo do Estado de quase 30% dos repasses feitos pelo Sistema Único de Saúde – SUS – ao Laboratório.Segundo maior laboratório público do Paraná, ficando atrás apenas do Laboratório Central do Estado – LACEN – o Lepac atende mais de 100 municípios da região noroeste do Estado e quase a totalidade dos exames realizados na instituição é de pacientes do SUS.Com a chamada Desvinculação de Receitas de Estados e Municípios – DREM – o governo passou a ter a possibilidade de reter até 30% dos recursos próprios gerados pelas universidades estaduais. Como o Lepac tem convênios diretos com o SUS, 30% da receita do laboratório ficou retido para o Estado empregar como quiser, sem se preocupar com a manutenção do serviço de saúde realizado pela instituição.Diante da escassez de recursos, a coordenação do Lepac já fez o alerta de que o atendimento pode ser paralisado em dois meses. Confira mais abaixo, a reportagem do programa Balanço Geral Maringá, que trata da situação de descaso do governo com o Lepac.Cortes em nível federal – A onda de cortes de recursos não atinge apenas as universidades estaduais. Na semana passada o governo federal, por meio de decreto, determinou o bloqueio de 30% do orçamento destinado às instituições federais de ensino.A Universidade Federal do Paraná – UFPR – já se pronunciou alertando que o corte irá comprometer tanto o ensino, como as pesquisas e a oferta de serviços à comunidade desenvolvidas pela instituição. O Sindicato repudia as novas investidas tanto do governo estadual como federal pra cima dos recursos da educação e da saúde.