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Governo pretende tirar recursos da Saúde e passar para o ministério da Defesa

Mesmo com o Brasil vivendo a pior crise sanitária de sua história, o Governo Federal pretende reduzir o orçamento da Saúde em 2021. O valor (R$ 127,75 bilhões) seria menor do que o de 2020 (R$ 134,7 bilhões) e muito abaixo dos investimentos aplicados neste ano por causa da pandemia.

Se for confirmado, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) estima que o SUS terá R$ 35 bilhões a menos no próximo ano. E não há indícios de que o nosso país não estará sofrendo ainda os efeitos da crise.

AJUDE A SALVAR A SAÚDE DO PAÍS

Por isso, o CNS está fazendo uma campanha para impedir que o governo corte esse montante do orçamento da área em 2021 e para que a Emenda Constitucional (EC) 95 seja revogada. Sem isso, há grandes chances de a Saúde pública brasileira entrar em colapso. Por isso, ASSINE A PETIÇÃO PÚBLICA que está neste link.

Precisamos mostrar para os políticos e para os governantes que a Saúde deve ser prioridade de qualquer governo.

O próximo ano terá possivelmente uma ampla campanha de vacinação contra a Covid-19 (caso alguma das vacinas obtenha sucesso em testes), além de demandas extras devido ao tratamento de sequelas em pacientes da doença e outras necessidades que foram represadas pela emergência sanitária, como exames de maior complexidade, tratamento de doenças crônicas e centenas de milhares de cirurgias eletivas que foram adiadas.

Ao mesmo tempo, setores que pretendem destruir os serviços públicos pressionam para que o governo cumpra o chamado “teto dos gastos” (fruto da 95) que, desde sua implementação, já retirou R$ 22,5 bilhões do SUS.

Menos Saúde e Educação, mais Defesa (?)

O governo de Jair Bolsonaro tem demonstrado com frequência que não têm interesse no bem-estar da população. Agora, está retirando recursos da Saúde e da Educação para aumentar em 48,8% o orçamento do Ministério da Defesa, que passará dos R$ 73 bilhões deste ano para R$ 111 bilhões no ano que vem. A Educação ficará com bem menos: R$ 102,9 bilhões.

Se isso for concretizado, mesmo sem participar de guerras e nem enfrentar uma grande ameaça externa, o governo brasileiro gastará mais com a Defesa do que com Educação e muito próximo dos gastos com Saúde. Vale lembrar que o atual governo tem mais militares ocupando cargos do que durante os governos da ditadura militar.

E nem o Censo do IBGE (que ocorre a cada dez anos e é fundamental para que o Poder Público possa estabelecer projeções para definir políticas públicas – inclusive de Saúde – e para distribuição do orçamento) talvez escape. O governo também quer destinar para a Defesa os R$ 2 bilhões previstos para o recenseamento, deixando os dados do Brasil às cegas.

Fonte: SindSaúde-PR