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FOPS promove debate sobre os retrocessos da política de saúde mental em Curitiba

O Fórum Popular de Saúde do Paraná (FOPS) promove no próximo dia 11 de março, uma quarta-feira, às 18h30, na sede do SindSaúde-PR, uma roda de conversa sobre políticas de saúde mental do município de Curitiba. O tema é: Cuidar sim. Excluir, jamais!

O evento é aberto a todos os profissionais da Saúde, independentemente do local do trabalho, assim como militantes da causa da saúde mental e da saúde pública.

O encontro discutirá mudanças que estão ocorrendo na política de saúde mental do município e que vão na direção contrária aos princípios da reforma psiquiátrica.

Assim, a roda de conversa pretende que os conselheiros de Saúde do estado e também dos municípios, profissionais e a sociedade civil tenham subsídios para compreender e poder mudar a situação que se desenha com desmonte do atendimento de saúde mental nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e com a terceirização e priorização de ações em comunidades terapêuticas asilares cuja efetividade é discutível.

A reforma psiquiátrica foi fruto de muita luta de profissionais da Saúde e militantes da luta antimanicomial. Ela tem como objetivo garantir cidadania, respeito e integralidade ao indivíduo em sofrimento psíquico, promovendo o resgate de sua capacidade em participar das trocas sociais, de bens, palavras e afetos, resgatando também seus deveres como cidadão.

O movimento se fortaleceu em meados dos anos 70 do século 20 e significou maior humanização no tratamento.

A lei 10.216/2001 foi uma grande conquista para todos ao mudar o foco da saúde mental no Brasil. A partir de então, passou-se a se priorizar o tratamento de transtornos mentais junto à comunidade e facultou a hospitalização em instituições sem características asilares. No entanto, nos últimos anos, várias ações de governos tentam reverter estas mudanças em nome do retorno do tratamento manicomial.

Fonte: SindSaúde-PR