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Em protesto de servidores, SindSaúde-PR denunciou as barbáries do governo Ratinho Jr contra a categoria

Ato22/06ContrProjetoRatinhoJr

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Ontem (22), o SindSaúde-PR esteve na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para pressionar os deputados estaduais e o governo do estado a atenderem as reivindicações da categoria e dos demais servidores públicos do Paraná.
O ato protocolado foi realizado em conjunto com o Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES). Confira no vídeo abaixo como foi:

Retirada de direitos

A Coordenadora Geral do SindSaúde-PR, Olga Estefania, relatou algumas das crueldades do governador Ratinho Jr contra as servidoras e os servidores da saúde pública do estado.
“Mesmo atuando na linha de frente do combate à Covid-19, o governo congelou nosso plano de carreira, cortou nossa Gratificação de Atividade em Saúde (GAS) em período de licença e licença especial, e não paga nossa data-base há mais de cinco anos, gerando uma perda salarial de 25% em relação à inflação”, explica.

Privatizações

No ato, o sindicato também denunciou a privatização das unidades hospitalares, que a SESA-PR pretende entregar para a Funeas: Hospital da Zona Norte (HZN), Hospital Zona Sul (HZS), Hospital de Dermatologia Sanitária São Roque (HDSPR) e Hospital Adauto Botelho (HCAB).

Jornada de 30h para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

Outra denúncia do SindSaúde-PR foi a pressão do governo estadual pela redução de salário e o retorno à jornada de 40 horas para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
O governo tem coagido essas profissionais a assinarem um termo “aceitando” a retirada ilegal de direitos pré-estabelecidos pela legislação federal, mesmo com toda a fragilização que a categoria já está sofrendo no combate à pandemia.

Fragilização

Na pauta central do funcionalismo estava paranaense estava mais um projeto de Ratinho Jr para prejudicar as servidoras e os servidores.
O Projeto de Lei (PL) 189/2021, que permitirá que o governo estadual deixe de pagar R$ 15 bilhões para a Paranaprevidência, foi colocado em votação em regime de urgência, mesmo não tendo motivo para atropelar o processo e acelerar sua tramitação. É o chamado “tratoraço”, uma prática absurda e antidemocrática usada quando os deputados da base governista não querem dar chances ao contraditório.
Durante a manifestação, os representantes sindicais conseguiram realizar uma reunião com o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano, e com os líderes do governo, Hussein Bakri e Gugu Bueno. Entretanto, com a truculência habitual, o líder de Ratinho Jr informou que o debate (quem nem começou) estava encerrado.

Esse método, aplicado com frequência cada vez maior, prova que uma parcela dos deputados governistas está perdendo as noções mais básicas de democracia que deveriam inspirar qualquer mandato parlamentar.

Agindo com uma autocracia típica de regimes autoritários, o governo estadual segue atuando conforme sua própria conveniência e interesses meramente políticos e financeiros. Prova disso é que pretende retirar os recursos da Previdência dos servidores, mas, ao mesmo tempo, vai aumentar para R$ 17 bilhões as isenções fiscais para empresários e para o agronegócio.

“Mais uma vez, o governo abre mão dos impostos e da arrecadação para privilegiar os grandes empresários e os latifundiários. Esses R$ 17 bilhões que ele quer abrir mão correspondem ao valor da folha de pagamento de todos os servidores e servidoras do Paraná”, explicou Olga.
Enquanto privilegia as elites, Ratinho Jr fragiliza o serviço público do estado, e prejudica diretamente o atendimento à população.

Não nos calaremos!

Munido de álcool em gel, máscaras, e mantendo o distanciamento, o SindSaúde-PR segue se mobilizando e resistindo na pandemia. Mas é hora de aumentarmos a pressão.
Não vamos recuar diante do autoritarismo do governador. Pelo contrário, precisamos fazer com que toda nossa categoria e todas as servidoras e os servidores do estado sejam respeitados e tenham seus direitos garantidos.

 

Fonte: SindSaúde Paraná