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Em 2 de outubro haverá novos atos contra o governo Bolsonaro e a Reforma Administrativa

Em 2 de outubro haverá novos atos contra o governo Bolsonaro e a Reforma Administrativa

Em 2 de outubro haverá novos atos contra o governo Bolsonaro e a Reforma Administrativa

Acuado por investigações, queda constante na popularidade e pelas crises sanitária e econômica que ajuda a aprofundar, Bolsonaro vem fingindo um recuo em seus discursos golpistas e chegou a pedir até ajuda do ex-presidente Michel Temer (notório corrupto, mas que agora é aplaudido por quem antes gritava que era contra a corrupção) e para a revista Veja (que antes era atacada pelos apoiadores do presidente mas agora se tornou uma espécie porta-voz, depois que soube que o governo vai gastar quase 500 milhões em propaganda no ano que vem – coincidentemente, ano eleitoral).

Por ser um notório mentiroso (estudo recente mostrou que Bolsonaro profere ou publica, em média, 4 mentiras por dia desde sua posse) nada disso vem impedindo a população de seguir ocupando as ruas para barrar as atrocidades de seu governo e um novo ato está marcado para o próximo sábado, 2 de outubro.

Em Curitiba, a manifestação se concentrará na Praça Santos Andrade, a partir das 15h, e conta com o apoio do SindSaúde-PR.

No Paraná, também já estão confirmados atos em Cascavel (9h, em frente à Catedral), Cornélio Procópio (14h, na praça Brasil), Foz do Iguaçu (15h, caminhada na Praça da Paz e 18h, ato político), Londrina (15h, no calçadão em frente à Ouro Verde), Maringá (15h, praça Raposo Tavares).

Voz das ruas

Promovidos pela campanha nacional Fora Bolsonaro, os protestos serão realizados em centenas de cidades do país e terão ampla adesão de diversos setores da sociedade civil organizada, que lutam para que o presidente Jair Bolsonaro seja responsabilizado por sua condução trágica da pandemia de Covid-19 e por suas ações, responsáveis pela maior parte dos quase 600 mil mortos pela doença, pelo desemprego que atinge 14,5 milhões, pelos 19 milhões de brasileiros que passam fome (Bolsonaro fez o Brasil voltar ao Mapa da Fome Mundial mas manda as pessoas comprarem fuzis em vez de feijão), pelo desalento e pelo aumento da miséria.

Os atos também têm como pauta os cortes na educação, a Reforma Administrativa (cuja versão que vai ao plenário acaba com a estabilidade dos servidores e facilita a privatização dos serviços públicos), e a cobrança da vacinação em massa (que ainda segue em passos lentos) e auxílio emergencial digno (já que o governo reduziu de R$ 600,00 para uma média de apenas R$ 250).

Pressão sobre Arthur Lira

Os atos do dia 2 também irão pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a colocar o impeachment de Bolsonaro em votação.

Aliados muitíssimo bem agraciados pelo mandatário brasileiro com cargos, ministérios e orçamentos paralelos bilionários, Lira e o chamado “Centrão” se valem de um governo sem força política para conquistar vantagens e, por isso, não têm interesse no avanço de ao menos um dos mais de 130 pedidos de impeachment já protocolados contra o presidente.

Coincidentemente (ou não), em julho a esposa de Arthur Lira recebeu um cargo – com salário de R$ 14 mil – do governador de Roraima, Antonio Denarium, que é um dos pouquíssimos (ao lado do governador paranaense Ratinho Jr) que ainda se mantém fiel a Bolsonaro.

Além de manifestações em todos os estados, em 2 de outubro também estão previstos atos fora do Brasil, em dezenas de países como Portugal, França, Espanha, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos e outros.

Em Curitiba, o SindSaúde-PR estará presente desde a concentração, que começa às 15h na Praça Santos Andrade. O início do ato previsto para 16h.

Fonte: SindSáude