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Congresso derruba vetos presidenciais contra a obrigatoriedade de máscaras

Em sessão conjunta realizada na quarta-feira (19), a Câmara e o Senado derrubaram os vetos presidenciais ao projeto de lei, aprovado pelo em junho, que determinava o uso de máscaras durante a pandemia da Covid-19 em determinados locais e situações.

Por motivações políticas difíceis de explicar, o presidente da República, Jair Bolsonaro, havia vetado 25 dispositivos sobre locais onde o uso de máscara seria obrigatório, penalidades por descumprimento da utilização e imposição de fornecimento gratuito de máscaras.

Um dos vetos derrubados foi do artigo que exige uso de máscaras em estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, escolas e demais locais fechados onde há reunião de pessoas.

O Senado também derrubou os vetos à obrigatoriedade de o governo fornecer máscaras às populações economicamente vulneráveis e também à obrigação de estabelecimentos comerciais fornecerem gratuitamente máscaras aos seus trabalhadores. No conjunto de vetos derrubados está também a obrigatoriedade de o Governo Federal fazer campanhas de interesse público sobre necessidade do uso de máscaras, modo de utilização e descarte.

Para o SindSaúde-PR, não faz sentido o governo ter tentado derrubar uma medida tão eficaz para evitar a disseminação da doença e salvar a vida da população. Ao continuar mantendo a posição de negação da severidade da pandemia (que já causou a morte de mais de 110 mil brasileiros), o governo apenas contribuir para a ampliação da crise sanitária. A apoiadores, Bolsonaro afirmou que “Eficácia da máscara é quase nenhuma.”

Felizmente, para o bem da humanidade, a ciência está comprovando o contrário.

 

Estudos contrariam o que diz o presidente e comprovam que as máscaras são fundamentais

Junto ao isolamento social, o uso de máscaras se comprovou um dos meios mais eficazes para evitar a contaminação e a disseminação do novo Coronavírus e passou a ser recomendada tão logo os epidemiologistas identificaram que a transmissão por pessoas assintomáticas também era uma grande fonte de propagação da doença.

Segundo um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, uma das mais renomadas universidades do mundo), se o governo dos Estados Unidos tivesse introduzido o uso obrigatório de máscaras em 1 de abril, o número de mortes teria sido 40% menor dois meses depois, em 1 de junho. Estima-se que entre 17 mil e 55 mil vidas poderiam ter sido poupadas lá (eles já chegaram a 159 mil mortos).

Outra que é considerada uma das mais renomadas do planeta, a Universidade de Cambrige, no Reino Unido, também publicou estudo em que afirma que além do isolamento social, do rastreamento de contato, da higienização e da testagem massiva, as máscaras são parte essencial das ações de controle da pandemia.

 

Fonte: SindSaúde-PR