Notícias

Cartilha alerta sociedade para o atendimento público às vítimas de violência sexual

O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado do Paraná (Nudem) lançou uma cartilha com o tema “O Atendimento à Mulher Vítima de Violência Sexual e o Direito ao Aborto Legal”. Acesse aqui.

O material alerta a sociedade para a importância da saúde pública no atendimento às mulheres que foram vítima de violência sexual, além de apresentar os caminhos que as vítimas devem recorrer, incluindo buscar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em até 72 horas depois do crime, com o objetivo de evitar a gravidez indesejada e possíveis Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O Hospital de Clínicas (HC-UFPR), o Hospital do Trabalhador e Evangélico são referências em Curitiba nesse tipo de atendimento.

A cartilha conscientiza sobre as leis voltadas à proteção feminina, como a Lei Maria da Penha, a Lei do Minuto Seguinte e Normas de Atenção Humanizada ao Aborto, e também traz orientações para o registro de denúncias de crimes contra as mulheres.

 

Violência Sexual é questão de saúde pública!

Além de ser uma grave violação dos direitos humanos, a violência sexual é um problema que atinge também a saúde pública. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública do ano passado, somente em 2018 foram mais de 66 mil estupros, ou seja, uma média contabilizada de 180 casos por dia.

Mas segundo a Defensoria Pública, estima-se que esses números representem apenas 10% da quantidade real (ou seja, seriam em torno de 1.800 por dia), porque geralmente as vítimas têm medo dos agressores ou da estigmatização social, ou porque não possuem informações suficientes ou acesso aos serviços públicos para atendimento.

De acordo com a cartilha, mais de 81% desses casos atingiram mulheres e meninas (sim, isso acontece com meninos e homens também). Desse número, quase 54% tinham até 13 anos e metade eram negras. Entre as vítimas de estupros, 7% engravidam (como foi o caso da menina capixaba, violentada pelo próprio tio desde os seis anos de idade, e que ainda sofreu perseguição de grupos e militantes extremistas).

Portanto, para vencermos a violência sexual, devemos enfrentar a cultura do medo e do silêncio que é imposto contra as vítimas.

Acesse a cartilha do Nudem e ajude a espalhar essas informações tão importantes!

 

Fonte: Sindsaúde-PR