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Bolsonaro usa voto impresso para disfarçar governo prejudicial à saúde

Bolsonaro usa voto impresso para disfarçar governo prejudicial à saúde

Bolsonaro usa voto impresso para disfarçar governo prejudicial à saúde

Jair Bolsonaro segue com a estratégia de inflamar seus seguidores extremistas com polêmicas desvairadas e tentar mudar o foco da agenda pública, na qual ele coleciona derrotas.

A última cortina de fumaça foi o debate do voto impresso, utilizado para amenizar as denúncias da CPI da Covid-19, no Senado, e o impacto de políticas contra a população que avançam com a união entre Bolsonaro e o chamado centrão.

Com cada vez menos apoio depois de sua criminosa gestão da pandemia, Bolsonaro evita o impeachment por meio de todo tipo de manobras, muitas delas ilegais, como contestar o processo eleitoral sem provas.

Com isso, avanços longa e duramente conquistados pela sociedade depois do final da ditadura são colocados em xeque. O próprio processo que levou ao voto eletrônico é fruto do aprimoramento da democracia brasileira.

 

Golpismo para não aceitar derrota eleitoral

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alterava o voto impresso foi derrotada na Câmara, com apenas 228 dos 308 votos necessários.

Se o interesse era a segurança do processo eleitoral, inúmeros estudos e exemplos, nacionais e internacionais, atestam a superioridade das urnas eletrônicas. Até o guru de Bolsonaro, Donald Trump, era um ferrenho crítico do sistema de votação impresso vigente nos Estados Unidos, que ele também acusou de fraudes sem ter provas.

Quando o voto era impresso, inúmeras denúncias de fraudes e ameaças foram registradas, algumas delas inclusive julgadas por Luiz Fux, hoje ministro do Supremo Tribunal, quando atuava como juiz eleitoral.

O espetáculo de Bolsonaro, que teve como figurantes os militares com seus tanques velhos e fumacentos, desvia o foco da CPI, do fracasso econômico do governo e de outros debates atualmente em curso no Congresso Nacional. Além de tudo, prepara caminho para que ele não aceite a derrota eleitoral de 2022.

 

Governo prejudicial à saúde

Além do autoritarismo e da corrupção, outra consequência da manutenção de Bolsonaro no poder é o desmonte do Estado, por meio da reversão de direitos e conquistas dos trabalhadores. Como previu o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estão “passando a boiada”.

Com “as chaves do cofre” entregues ao centrão, a agenda política do país passa longe da resolução dos principais problemas do povo, como a pandemia e o desemprego. O Congresso tem dado mais atenção a privatizações e reformas que retiram direitos do povo e prejudicam a ação do Estado.

É o caso da saúde. No ano de concepção do SUS, em 1988, a expectativa de vida dos brasileiros era de 69,7 anos. Em 2018, chegou a 76,6. 190 milhões pessoas utilizam o SUS de alguma forma anualmente, seja por vacinas, transplantes ou atendimento direto.

Bolsonaro não se importa com esse patrimônio da população, não tendo pudores de atacar o SUS, mesmo com a pandemia.

Em 2021, o Governo Federal reduziu o orçamento da saúde em R$ 20 bilhões, destinando um montante 12 vezes menor do que o do ano anterior. Já a Política Nacional de Saúde Suplementar é a aposta do deputado Ricardo Barros e outros lobistas dos planos de saúde para privatizar cada vez mais a saúde pública.

Enquanto educação, ciência, cultura e saúde sofrem cortes, parlamentares do centrão controlam o cofre de acordo com seus interesses eleitorais – inclusive com a existência de um “orçamento paralelo” de ao menos R$ 3 bilhões gerido secretamente por parlamentares da base aliada.

As ameaças à democracia são apenas o sintoma da verdadeira doença que ataca a saúde da população e do Estado: o próprio governo Bolsonaro, que assinala com o golpismo como aposta para se perpetuar no poder. O paciente só apresentará melhora com sua remoção do comando do país, o quanto antes.

Fonte: SindSaúdePR