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Ato em frente a SESA-PR encurrala Beto Preto e avança com demandas da categoria

Em mais uma ação para cobrar o secretário Beto Preto quanto às demandas das trabalhadoras e trabalhadores da SESA-PR, o SindSaúde-PR e membros da categoria realizaram um ato na quarta-feira (14) em frente à Secretaria de Estado da Saúde.

Apesar de receber constantes visitas de políticos em seu gabinete, o secretário tem se recusado a receber a representação sindical, inclusive, impedindo nossa entrada no prédio. No ato anterior, em 1º de julho, sofremos atos intimidatórios por funcionárias ocupantes de cargos comissionados.

Desta vez, o secretário novamente não nos recebeu. Porém, a coordenadora-geral do SindSaúde-PR, Olga Estefania, se colocou à frente do carro dirigido pelo secretário Beto Preto que, barrado pelo sindicato, não teve alternativa a não ser ouvir as cobranças sobre a pauta das servidoras e dos servidores.

Depois da pressão, ele se comprometeu a atender as pautas que tiverem legalidade. A coordenadora geral, Olga Estefania, destacou que o governo do Paraná esconde o superavit nas contas, mantém estável no estado e pode cumprir com o pagamento da data-base.

O sindicato também apresentou destacadamente outras reivindicações, como o pagamento de promoções, progressões, gratificações e data base; a jornada de 30h semanais para fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais; e a implantação de um programa de saúde da trabalhadora e do trabalhador.

A atuação do SindSaúde-PR demonstra o compromisso da nossa entidade com a categoria, pois é preciso ter coragem e garra para defender com firmeza os nossos direitos.

O SindSaúde-PR mostra, com isso, atitudes que vão muito além do discurso fácil e que nega os riscos da pandemia alinhando posições com o governo fascista e negacionista.

Há quase um ano e meio lidamos com a crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19. A nossa categoria, atuando na linha de frente, é a que mais sofre, e a que mais conhece os perigos do vírus.

A atuação do sindicato, neste cenário, vem se mostrando cada vez mais essencial. Porém, deve ser aplicada em ações efetivas, e não ficar apenas em discursos vazios. Com garra e coragem, temos feito o enfrentamento de verdade, exigindo a escuta de nossas demandas junto ao governo estadual.
Sempre em movimento, desde fevereiro de 2020 nos desafiamos a pensar uma nova forma de política sindical. Por causa disso, conseguimos avançar como nunca em pautas essenciais, como o combate ao assédio moral. Além de reivindicar os direitos da categoria, não esquecemos jamais do compromisso ético que temos com a vida das pessoas.

O SindSaúde-PR tem feito suas ações a partir das diversas regiões do estado, a partir das direções presentes nas regiões e das direções executivas regionais de Cascavel, Maringá e Curitiba para garantir a segurança, nossas manifestações têm sido protocoladas e regionalizadas.

Entendemos que durante uma crise sanitária, causada por uma doença que já matou 537 mil brasileiras e brasileiros, precisamos agir com responsabilidade, levando em consideração os altos riscos de colocar pessoas dentro de ônibus e vans fechadas, compartilhando o mesmo ar em um espaço tão pequeno, para viajar em um estado que é um dos poucos onde a doença está em ascensão.

Vale lembrar que a manutenção do distanciamento físico é uma das principais atitudes para conter a propagação da Covid-19.

Como aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia é a maior tragédia da humanidade desde a Segunda Guerra Mundial. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SESA-PR), 572 profissionais da saúde já morreram por Covid-19 no estado, e mais de 73 mil se contaminaram com o vírus. No dia 12 de julho, o Paraná correspondeu sozinho a 32% das mortes por Covid-19 notificadas no Brasil.

Apesar do avanço da vacinação, é importante que continuemos escutando a ciência (porque foi justamente o fato de o governo negar a ciência que nos trouxe a esta situação trágica com tantas mortes), que nos prova que, apesar de vacinados, podemos contrair e transmitir esse vírus mortal.

Fechar os nossos olhos e ouvidos para o que os estudos as pesquisas científicas têm nos mostrado, é adotar uma postura negacionista, equivalente a que é promovida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo governador, Ratinho Jr.

Nós, enquanto trabalhadoras e trabalhadores da saúde, somos uma importância referência para a população neste momento. É um desafio constante desde o início de toda essa crise.

É óbvio que gostaríamos que fosse diferente, que não houvesse barreiras à movimentação das pessoas para as nossas mobilizações. Mas não podemos brincar com vidas ou colocar as pessoas em risco apenas por mero joguetes.

E também não podemos nos deixar leva por críticas oportunistas e discursos fáceis, inconsequentes e irresponsáveis, porque algumas pessoas que criticam porque agimos com responsabilidades da mesma forma nos criticariam se agíssemos de forma irresponsável.
Quem faz isso, se volta integralmente contra a categoria, exposta todos os dias em jornadas extenuantes nos espaços de saúde e a riscos frequentes para si e para seus familiares.

O nosso lado é o lado da vida. Nós, enquanto servidoras e servidores da Saúde, prezamos pela vida e pelo cuidado com o outro.
A saúde de cada filiado, de cada familiar e de cada paranaense é importante para o SindSaúde-PR.

Se alguém ainda tem dúvidas para o que serve o sindicato, esta gestão está mostrando a cada dia a sua importância.
Juntos de nossa base, seguiremos lutando todos os dias, como sempre estivemos.

 

“Mas quem é o sindicato?
Ele fica sentado em sua casa com o telefone?
Seus pensamentos são secretos, suas decisões desconhecidas?
Quem é ele?
Você, eu, vocês, nós todos.
Ele veste a sua roupa, companheiro, e pensa com a sua cabeça.
Onde more é a casa dele, e quando você é atacado, ele luta. (…)”
Bertold Brecht

 

Fonte: SindSaúde Paraná