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Assédio moral no HURCG

Quer queira quer não, o ambiente do serviço público, do jeito que se configurou ao longo dos últimos anos, se tornou local perfeito para proliferação em larga escala de casos de assédio moral. E isso acontece porque a maioria das chefias detém cargo comissionado, peixinho de algum político. Tem compromisso zero com a saúde pública.

O que é assédio moral – Segundo os sites jurídicos e trabalhistas, a prática do assédio é tão antiga quanto o trabalho. E o assédio moral se caracteriza por condutas que evidenciam violência psicológica contra a/o funcionária/o.

Na prática, o ato de expor a servidora ou o servidor a situações humilhantes, como xingamentos em frente dos outras/os servidoras/es, exigir metas inatingíveis, negar folgas e emendas de feriado quando outras/os trabalhadoras/es são dispensados são alguns exemplos que podem configurar o assédio moral.

São atitudes que são repetidas com frequência e tornam o ânimo para o trabalho insustentável. O assédio moral causa danos psicológicos e até físicos.

Responsabilização O sindicato já informou às autoridades competentes da Sesa que algumas chefias do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais – HURCG – têm se utilizado dessa prática. Mas nada foi feito.

No Hospital tem chefe que nega a folga extra originada pelo plantão realizado em feriado, que diz que ali quem manda é o cargo comissionado, que a equipe pode reclamar que ninguém vai tirar a criatura dali, e ainda fala com as/os trabalhadoras/es aos berros.

Para essas chefias, as leis não existem. Essas/es comissionadas/os se acham as/os donas/os de hospital. Só que é obrigação dos ocupantes de cargo público obedecer à lei. Dar cumprimento à lei vigente. Há várias/os servidoras/es que trouxeram situações que se caracterizam como assédio moral. Podemos dizer que no HURCG o ASSÉDIO MORAL é feito com várias pessoas, tornando-se um problema coletivo.

Adoecer – As repetidas atitudes de humilhação e intimidação levam muitas vezes a não reação. O medo e o sentimento de impotência tomam conta e a pessoa não consegue reagir. Fica inerte. Mas nem todo mundo chegou nesse grau de adoecimento e alguns estão buscando reagir. O sindicato está junto. E por isso, seja firme na reação!

Debate – Uma forma de combater essa terrível e inadmissível contaminação é entender melhor o que é assédio moral. Venha saber o que o Sindicato está fazendo e entenda melhor sobre os seus direitos e como se defender. A direção do SindSaúde e o advogado Ludimar Rafanhim estarão em Ponta Grossa.

ATENÇÃO – Por conta das atividades em Brasília, o SindSaúde teve de adiar o debate para a quarta-feira, dia 24 de agosto, às 16h30, no Sintespo, Rua Teixeira Mendes, 1742, Bairro Uvaranas.

Confirme sua presença pelo whatsApp 41-8898-4498 ou no fixo 41-3322-0921.

Acesse AQUI uma cartilha elaborada pelo Sindicato sobre Assédio Moral

* Atualizada 8/8 às 17h.