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Apoie a campanha ‘É público, é para todos’ no combate às mentiras sobre os serviços públicos

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Sindsaúde_ÉPublicoPara combater a desinformação e as mentiras contra espalhadas contra os serviços públicos e contra as servidoras e servidores, o SindSaúde-PR se uniu a diversas outras entidades sindicais para lançar a campanha “É público, é para todos” em 2020.

Com um ano completado em maio, a iniciativa já alcançou mais de 6 milhões de pessoas e tornou-se uma das maiores ações em defesa dos serviços públicos na história do nosso país, com conteúdos informativos e explicativos que se contrapõem à narrativa de setores que tentam transformar o funcionalismo público em vilão.

No site, você encontra materiais com pontos de vista inéditos e esclarecedores, dados concretos e abordagens criativas sobre os verdadeiros interesses por trás da proposta da Reforma Administrativa, o impacto das privatizações no país, as mentiras que contam sobre os gastos públicos no Brasil, a importância da estabilidade e muitos outros temas.

Trata-se de um extenso arsenal de argumentos para defender direitos, derrubar mentiras e divulgar informações que nunca aparecem nas grandes empresas de mídia.

É muito importante que as trabalhadoras e trabalhadores do setor público no Brasil e a população em geral tenham acesso a conteúdos que se contraponham às versões propagandeadas por quem defende um “Estado mínimo” e deseja moldar um mundo onde apenas os mais privilegiados tenham acesso a direitos e a uma vida mais digna.

Conheça a campanha, leia os artigos e compartilhe os conteúdos: É público, é para todos

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Mas o que estamos enfrentando?

Desde a derrubada da presidente Dilma Rousseff, em 2016, o Brasil vive sob comando de pessoas entusiastas do “Estado mínimo”. São sujeitos obcecados em reduzir investimentos a qualquer custo e promover seguidos cortes orçamentários em áreas essenciais, como saúde e educação, só para destinar mais recursos para empresários e para o sistema financeiro.

Sem conseguir dar resposta à crise econômica que assola a vida de cada vez mais brasileiros e à forte desigualdade social que há tanto tempo não se expandia no país como agora, o governo de Jair Bolsonaro segue apostando na tática de enfraquecer os serviços públicos e abrir caminho para atuação da iniciativa privada.

O mesmo é repetido por governadores, como Ratinho Jr, que destina quase todos seus esforços para que a máquina pública beneficie os mais ricos e já privilegiados.

Quem apoia?

Esses governantes não estão sozinhos nisso. Contam com apoio de diversos setores, como políticos conservadores ou extremistas, empresários, parte da velha mídia e grupos radicais que criam e reproduzem fake news sobre os serviços públicos e sobre os as servidoras e o funcionalismo público.

O objetivo deles é enganar a população, para que as pessoas acreditem que nós, servidoras e servidores, somos inimigos do país.

Embora esse movimento não seja novo (Collor praticamente “inaugurou” isso durante seu curto governo, chamando servidores de “marajás”), a narrativa de ataque aos serviços públicos tem ganhado espaço nas mídias e se espalha na população com imensa velocidade nos dias atuais.

Na falta de outras informações, as pessoas são levadas a acreditar em discursos que fazem parecer que direitos assegurados são “privilégios”, ou que na iniciativa privada há maior produtividade (duas mentiras bastante espalhadas).

O ex-governador Beto Richa, por exemplo, mantinha uma equipe dedicada a difamar servidores e sindicatos. Ratinho Jr também apela com frequência às mentiras para jogar a população contra as entidades sindicais.

Mas nada se compara à organização conhecida como “Gabinete do Ódio”, que opera dentro do Governo Federal como uma milícia virtual, altamente financiada (com dinheiro público e privado) para distribuir toneladas de fake news diariamente, muitas delas voltadas à destruição das servidoras e dos serviços públicos. Para isso, operam inúmeros sites e milhões de perfis falsos nas redes sociais, atacando permanentemente opositores, serviços públicos e o funcionalismo de todas as esferas.

Essa mesma milícia tem parte na desvalorização do trabalho de profissionais da Saúde durante a pandemia, já que é responsável por disseminar mentiras sobre a doença, incentiva o comportamento irresponsável que leva as pessoas à morte lotar unidades de Saúde (e aumentar os riscos para quem trabalha na linha de frente) e à morte.

Por isso, precisamos que todas e todos apoiem as ações de enfrentamento às mentiras, porque elas são parte essencial do projeto político de quem deseja reduzir ao máximo os serviços públicos e os nossos direitos.