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3J: SindSaúde-PR chama categoria para ato neste sábado contra as barbáries do governo Bolsonaro

Ato Fora Bolsonaro 3 de Julho

Ato Fora Bolsonaro 3 de JulhoA revelação dos escândalos envolvendo o Governo Federal na compra de vacinas contra a Covid-19, divulgados ao longo das últimas semanas, deixam evidente que não há mais condições de Jair Bolsonaro continuar à frente do cargo de presidente da República.

Por isso, as manifestações que estavam previstas para o final de julho foram adiantadas para este final de semana.

Após as denúncias, um superpedido de impeachment – que reúne mais de 120 pedidos individuais, feitos por partidos, movimentos, entidades da sociedade civil organizada e até políticos que eram da base do governo – foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na quarta-feira (30).

Ato em Curitiba

Junto a inúmeras organizações, movimentos e setores da sociedade, o SindSaúde-PR chama a todos a participarem do protesto e se unirem contra o governo que afundou o país em uma interminável crise política e econômica, e cujas ações foram responsáveis pela imensa maioria das mais de 515 mil mortes pela Covid-19, um verdadeiro genocídio.

Em Curitiba-PR, o ato começara às 15h do sábado (dia 3 de julho), na Praça Santos Andrade.

Na ocasião, cuidados sanitários continuarão a ser respeitados, com o uso de máscaras, álcool 70% e distanciamento.

Quanto vale a vida dos brasileiros?

Enquanto a pandemia levava a vida de milhares de brasileiros e deixava tantas famílias enlutadas, o governo Bolsonaro atrasou propositadamente a compra de imunizantes (ignorando 53 e-mails da farmacêutica Pfizer, que garantiriam milhões doses vacinas ainda em 2020) para priorizar a articulação de uma rede de desvio de recursos.

As estarrecedoras denúncias demonstram que há, dentro do governo, uma prática sistemática de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19.

O governo tentou comprar vacinas Covaxin, de um laboratório indiano, com 1000% de superfaturamento (de US$ 1,34 a dose para US$ 15 por unidade – a mais cara até agora), de acordo com documentos da Embaixada brasileira e depoimentos, apurados na CPI da Covid (Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os crimes de Bolsonaro na condução da pandemia), apesar dos imunizantes não terem, na época, terminado a fase de testes na Índia e nem serem aprovados pela Anvisa no Brasil.

O caso só não foi adiante porque o servidor público responsável pelas aquisições se negou a assinar o documento, apesar da pressão de superiores, e levou o caso a autoridades, junto com seu irmão (um deputado da base bolsonarista). Os dois teriam levado também ao presidente da República que, em vez de mandar investigar as irregularidades, ordenou uma investigação contra os denunciantes, como forma de retaliação. Pouco tempo depois, o deputado teria recebido oferta de propinas de um emissário do líder do governo, o deputado paranaense Ricardo Barros (marido da ex-governadora Cida Borghetti, que foi vice de Beto Richa, e pai da deputada estadual Maria Victoria, conhecida pelo episódio da “bancada do camburão” na Alep), para que entrasse no esquema e recebesse 6 centavos por dose (o que resultaria em US$ 1,2 milhão, cerca de R$ 6 milhões) caso o esquema se concretizasse.

O jornal brasileiro Folha de S.Paulo também divulgou, em 29 de junho, que o governo Bolsonaro tentou negociar propinas de um dólar (o equivalente a mais de cinco reais) por dose de vacina em negociação de 400 milhões de doses do imunizante Oxford/Astrazeneca. Um esquema que garantia cerca de R$ 2 bilhões em propina

É genocídio, sim!

Atualmente, o país registra mais de 516 mil óbitos (dados de 29 de junho), e a tendência é que os números sigam crescendo, com a demora na vacinação (agora sabemos a razão), a chegada de novas variantes e o agravamento de quadros entre faixas etárias mais jovens.
Estudos da UFRGS mostraram que 400 mil vidas poderiam ter sido poupadas se o Brasil estivesse na média de mortes mundial. Mas, para isso, praticamente toda a condução da pandemia pelo governo Bolsonaro deveria ter sido diferente (afinal, ele é praticamente o único que atuou a favor da pandemia, e não da população desde o começo da crise).
A pressão sobre o Governo Federal, mais do que nunca, se torna urgente. Todos os dias, vidas estão sendo perdidas para um vírus para o qual já existe vacina desde o ano passado, por total irresponsabilidade do chefe de Estado do país que, em tese, deveria zelar pelo futuro dos brasileiros.
A estratégia de Bolsonaro e de seus apoiadores é manter o caos no país, enquanto destroem os serviços públicos, desmontando o SUS, as universidades públicas e todos os demais órgãos que efetivam a cidadania da população.
Isso precisa parar!

O quê? 3J – Curitiba – Ato contra Bolsonaro
Onde: Praça Santos Andrade
Quando: 3 de julho (sábado), às 15h
Importante: Levar álcool em gel 70%. Obrigatório o uso de máscara (de preferência, PFF2). E manter o distanciamento.

 

Fonte: SindSaúde Paraná