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SindSaúde-PR pressiona contra o fechamento da creche Cantinho Feliz

O SindSaúde-PR está lutando para evitar o fechamento do Centro de Educação Infantil Cantinho Feliz, que atende filhas e filhos das servidoras e dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR).

Na segunda-feira (8), o sindicato realizou uma mobilização em frente à Secretaria junto com uma comissão representante de mães e pais das crianças atingidas pela decisão (bastante cruel) do governo Ratinho Jr, para pressionar a abertura de diálogo sobre repentina decisão de fechar a escolinha.

Como o secretário, Beto Preto, está em quarentena por ter contraído Covid-19, tentamos conversar com o diretor-geral da Sesa-PR, Nestor Werner Filho, para tratar do assunto. Ele não recebeu a comitiva e tivemos que insistir, dizendo que não sairíamos de lá sem conversar com o governo. Quem atendeu foi Henrique Bonatti Rego Barbosa, da assessoria do gabinete do secretário.

O movimento encabeçado pelo SindSaúde-PR expôs ao representante do governo que o Centro de Educação já existe há 37 anos e é fruto da luta da categoria, e que o impacto do fechamento, feito de forma repentina, será muito prejudicial às servidoras e aos servidores cujas filhas e filhos são atendidas pela instituição.

Também alertamos que o problema é ainda mais grave porque a decisão foi anunciada quando as matrículas da rede municipal de ensino de Curitiba já foram encerradas e as crianças ficaram sem acesso às vagas.

 

Falta de diálogo: marca do atual governo

O representante do governo justificou que houve um erro de procedimento, que o anúncio não deveria ter sido feito sem que fossem apresentadas as alternativas e que governo estava buscando de vagas na região metropolitana.

Para o SindSaúde-PR, esse procedimento foi autoritário pois não consultou as mães o os pais sobre as possibilidades existentes acerca do assunto. Afinal, qualquer mudança de escola exige período de adaptação, questões de logística para as famílias, alteração de rotinas e modificação de deslocamentos. Ainda mais diante desta alternativa de viagem para os municípios vizinhos, aumentando e muito as despesas com transporte além dos períodos necessários para tais deslocamentos.

Por isso, o sindicato recusou a justificativa do governo e propôs que o governo estadual procurasse diretamente a Secretaria de Educação da capital, para que juntos busquem uma solução que não prejudique as crianças. O sindicato deu outros exemplos de situações semelhantes que tiveram resultado positivo, mostrando que se houver vontade política, o governo estadual encontrará uma solução.

A diretoria do sindicato manteve a posição firme de que a escolinha deve se manter em funcionamento até que a situação seja resolvida e que o governo deve fazer todo o esforço para que as negociações avancem e o município de Curitiba assuma a gestão da instituição.

O SindSaúde-PR não vai parar de pressionar enquanto a SESA-PR não resolver satisfatoriamente este problema.

 

Fonte: SindSaúde-PR