SindSaude Terça-feira, 31 de março de 2020

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  • 25/03/2020

    Os profissionais da Saúde pedem socorro

    Os profissionais da Saúde pedem socorro

    Uma das medidas emergenciais mais importantes para contenção da pandemia do Coronavírus Covid-19 tem sido o afastamento das pessoas de suas atividades cotidianas e laborais.

    Mas como ficam os profissionais de Saúde que não podem ser afastados de suas atividades, estão muito mais expostos à contaminação e ainda têm que lidar com a perspectiva falta de equipamentos de proteção coletiva e individuais e a sobrecarga de trabalho?

    O SindSaúde-PR tem recebido denúncias de que não há equipamentos de proteção individual (EPI) suficientes para todas as equipes. Recebê-los do governo do estado é um direito de todos os servidores que estão em contato com pacientes.

    “De acordo com as regulamentações da Anvisa e com o Protocolo de Tratamento do Novo Coronavírus, do Ministério da Saúde, os profissionais de Saúde deverão ter à disposição todos os equipamentos necessários para que possam continuar desempenhando suas funções, mas com segurança”, afirma a diretora da Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho e Meio Ambiente do SindSaúde-PR, Silvia Albertini.

    Neste link está a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 356 da Anvisa, que relaciona os tipos de equipamentos que devem ser usados nos serviços de Saúde que estão lidando com a pandemia do Coronavírus.

    Clique aqui e veja também a Nota Técnica 4 da Anvisa orientações e medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas nos serviços de Saúde durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção.

    Denúncias

    As profissionais e os profissionais que se sentirem prejudicados podem formalizar denúncia junto ao SindSaúde-PR. Clique aqui e veja os contatos.

    Informação

    O SindSaúde-PR tem percebido que a falta de informação e de gerenciamento adequado por parte do governo paranaense, da Sesa e das chefias imediatas está causando uma insegurança muito grande entre servidoras e servidores da Saúde estadual.

    A sensação é que os gestores estão gerenciando a crise epidemiológica para fora das estruturas do Estado, mas estão deixando o funcionalismo sem o suporte necessário.

    Por isso, desde o início da epidemia, O SindSaúde-PR tem buscado orientar a categoria sobre seus direitos e os procedimentos que devem ser adotados.

    “Continuamos recebendo cerca de 200 questionamentos por dia, por e-mail, mídias sociais e telefonemas. Estamos atendendo a todos e orientando sobre como proceder em cada caso. Os gestores estão somente gerenciando a crise para fora, estão esquecendo dos servidores”, explica a coordenadora-geral do SindSaúde-PR, Olga Estefania.

    Ainda para Olga, as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs) devem fazer cursos de atualização e capacitação continuamente, dando a oportunidade para que as equipes de saúde apliquem as Normas de Biossegurança sempre.

    “Isso é responsabilidade da Sesa, da gestão de Recursos Humanos (RH), da implantação das ações de saúde do trabalhador sem o protagonismo dos profissionais de saúde para que as equipes tenham condições de fazer os atendimentos com qualidade e segurança”, complementa.

    Informações constantes

    O SindSaúde-PR dispõe de vários canais de comunicação para que a categoria se mantenha informada. Acompanhe as notícias no nosso site e nas nossas redes sociais (facebook.com/sindsaudepr e instagram.com/sindsaudeparana), e receba diretamente pelo WhatsApp, cadastrando-se pelo número (41) 98898-4498.

    Medidas emergenciais

    - Ampliação das informações sobre a Covid-19 nos Hospitais da Sesa.

    - Garantia dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) nas unidades da Sesa.

    - Contratação urgente de mais profissionais.

    - Aquisição de mais testes para atender em larga escala.

    - Aquisição imediata de mais Equipamentos de Proteção Individual

    - Aquisição imediata de insumos para o adequado funcionamento nas unidades da Sesa

    - Ampliação de leitos de UTI.

    - Inclusão de servidores da Sesa com mais de 60 anos e lactantes no teletrabalho

    - Reforço nas equipes de atenção básica.

    - Mais medidas de restrição à circulação de pessoas, como paralisação de serviços não essenciais.

    - Fim do teto de gastos na Saúde

    - revogação da Portaria 2979/2020

    - Destinação dos R$ 15 bilhões de emendas impositivas para a saúde.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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