SindSaude Terça-feira, 31 de março de 2020

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  • 18/02/2020

    Servidores de oito cidades continuam sem perícia médica

    Servidores de oito cidades continuam sem perícia médica
    Governo fez pregão com a saúde do servidor, mas o trabalho não atraiu interessados. Terceirização de perícias médicas vai contra promessa de Ratinho Jr para o fim da greve de 2019.

    A tentativa do governo Ratinho Jr de terceirizar as perícias médicas para o Sistema de Assistência à Saúde (SAS) não deu certo. Dos nove lotes licitados para o serviço, apenas um foi arrematado, o de Maringá. Com isso, servidores públicos de outras oito cidades do Paraná vão continuar sem atendimento local.

    “Eles precisarão continuar se deslocando do interior para a capital, gastando com transporte e hospedagem e, ainda, correndo riscos de ter sua doença agravada por esse transporte, que poderia ser evitado se o Estado realizasse um concurso público para peritos, uma exigência nossa há tempos”, explica a coordenadora-geral do SindSaúde-PR, Olga Estefania.

    Além de concursos, novos investimentos e a instituição de uma Comissão de Saúde para avaliar as demandas do setor foram promessas do governo para o fim da greve de 2019. A mobilização durou 19 dias e envolveu 22 sindicatos e associações de classe, que chegaram a acampar em frente ao Palácio Iguaçu.

    “Promessa de campanha, promessa assinada de negociação de greve. Nada é cumprido. O que resulta na precarização do atendimento à saúde do servidor”, avalia a dirigente.

    Além da falta de peritos e polos de atendimento regionais, os trabalhadores ainda enfrentam a desumanização do serviço. “Temos diversas denúncias de pacientes doentes, que possuem laudos de problemas crônicos e necessitam do afastamento do trabalho, mas muitos não são considerados. Se o problema já existe com médicos concursados, imagina com terceirizados, que vão ganhar por consulta”, avalia Olga.

    As cidades que continuam sem polos de atendimento para perícias são: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Jacarezinho, Paranaguá, Paranavaí, União da Vitória e Maringá.

    O SindSaúde-PR vai exigir agilidade da administração pública na resolução de mais este impasse.

    Fonte: SindSaúde-PR

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