SindSaude Quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

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  • 10/02/2020

    Nota da diretoria do SindSaúde-PR em apoio à greve dos funcionários da Ansa/Fafen-PR

    Nota da diretoria do SindSaúde-PR em apoio à greve dos funcionários da Ansa/Fafen-PR

    A greve dos petroleiros e dos petroquímicos de todo o Brasil contra a demissão dos trabalhadores daAraucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR, unidade de fertilizantes da Petrobras) completou dez dias.

    Iniciada no dia 1º de fevereiro, a paralisação reivindica a suspensão das demissões de aproximadamente mil funcionários (entre próprios e terceirizados)e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado com o Sindiquímica-PR, que é a entidade que representa os trabalhadores internos da unidade.

    Enquanto a atual gestão da Petrobras ignorou pedidos de negociação, trabalhadores das mais diversas categorias se solidarizaram à luta em todo o país. O SindSaúde-PR se uniu ao movimento logo no primeiro dia: em nossa assembleia de posse, aprovamos por unanimidade o apoio à greve.

    Até o momento, são91 unidades da estatal paralisadas em 13 estados. 40 plataformas, 18 terminais, 11 refinarias e mais outras 20 unidades operacionais e 3 bases administrativas.

    O apoio da sociedade aos trabalhadores da estatal cresce a cada instante porque o fechamento da unidade é apenas parte de um projeto maior que visa a entrega desse setor que é estratégico para o futuro do Brasil.

    A diretoria do SindSaúde-PR apoia os trabalhadores da Ansa/Fafen-PR porque buscamos um país melhor e mais democrático para todos os brasileiros.

    Projetos de destruição da soberania nacional, como o esfacelamento da Petrobras, prejudicam o desenvolvimento de nosso país.

    Não podemos ser ingênuos e achar que o que acontece com os petroleiros e petroquímicos não tem nada a ver com a nossa categoria. É preciso lembrar que uma lei de 2013 determina que 25% dos recursos dos royalties do petróleo (compensação financeira aos entes federativos em que ocorrem a extração) seja destinado obrigatoriamente à Saúde pública (os outros 75% devem ir para a Educação). E o próprio governo Bolsonaro já apresentou projeto de lei para acabar com o repasse obrigatório desses valores à Saúde.

    No Paraná, além do fechamento da fábrica da Ansa/Fafen-PR, também estão na mira do Governo Federal a privatização da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) em São Mateus do Sul; e ainda mais grave, a privatização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), também em Araucária, que corre o risco de ser transformada em unidade de tancagem (apenas para armazenamento). Essas medidas farão o estado do Paraná perder bilhões de reais em tributos e royalties. O impacto na capacidade de investimento do governo estadual em áreas essenciais, como a Saúde, será imenso.

    Além de atuar em defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores da Saúde paranaense, temos um compromisso com a sociedade e, por isso, iremos lutar contra todas as medidas que prejudiquem a população.

    Em nossa gestão do SindSaúde-PR, esta sempre será nossa luta. E contamos com toda a categoria para torná-la mais forte e mais real para todas e todos.

    Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Saúde e da Previdência do Estado do Paraná (SindSaúde-PR)


Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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