SindSaude Quarta-feira, 17 de julho de 2019

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  • 14/05/2019

    Começaria tudo outra vez!

    Começaria tudo outra vez!
    A auxiliar de enfermagem Anália é presença constante nas manifestações do Sindicato
    O reconhecimento vem da comunidade

    Na Semana da Enfermagem, o SindSaúde publicará uma série de entrevistas para homenagear os profissionais da área. Pois bem, começamos com Anália Floriano dos Santos, que tem 64 anos, é auxiliar de enfermagem, aposentada há quatro anos e tem 37 de profissão. Sempre trabalhou na unidade de saúde de Janiópolis. Foi a primeira profissional da enfermagem da pequena cidade que fica próxima a Goioerê, no noroeste do Paraná. 

    Anália se filiou assim que surgiu o Sindicato. É atuante na luta pelos direitos, mesmo tendo de viajar mil quilômetros para sair e retornar à sua cidade natal e participar dos movimentos reivindicatórios na capital do Estado. Foi delegada ao 8º Congresso do SindSaúde.

    Ela conta que antigamente só havia agentes de saúde e elas faziam visita domiciliares na busca ativa de pacientes para propiciar o cuidado necessário em saúde. “Muitas vezes”, diz Anália, “a gente ia dar vacina na área rural e a condução quebrava. Chegava em casa onze horas da noite com minha mãe furiosa querendo saber onde eu estava”.

    Anália também lembrou que nada era informatizado. Não é como agora. Eram outros tempos. Não raro tinha de apelar para o improviso porque faltavam materiais e o chefe dizia: “Se vira, continua a trabalhar mesmo assim.” Essas lembranças são doloridas, pois faltava respeito.

    Por conta da sobrecarga, do desgaste, de ter de correr atrás e, muitas vezes se sentir impotente, de mãos atadas, acabou ficando hipertensa.

    Jornada – Anália reclama e com razão que se o Estado tivesse regulamentado a jornada de 30 horas teria mais tempo para família, para o aprimoramento profissional. “É dez trabalhar, mas menos estressada.”

    Desprezo – Anália diz não sentir-se valorizada. E explica: "Tanto pelo Estado, como pelo município que trabalhei a vida toda. O agradecimento veio da comunidade que usava o serviço. Nunca das gestões".

    Bônus – Para ela, tirando esses problemas como a falta de material, de condições de trabalho e de reconhecimento, atuar na enfermagem é muito gratificante. E diz que até hoje o povo liga pra pedir ajuda.

    Na hora H – Quando saí pensei: “O que vou fazer da minha vida? Agora até que já acostumei. Se eu tivesse nova vida faria tudo de novo!

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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