SindSaude Terça-feira, 23 de julho de 2019

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  • 26/04/2019

    7 motivos para o governador pagar o reajuste

    7 motivos para o governador pagar o reajuste
    Dia 29 de abril vamos para as ruas

    Servidoras e servidores estaduais de todo o Paraná prometem fazer uma mega manifestação no próximo dia 29 de abril, a partir das 9h, na Praça Santos Andrade. Mais um dia de luto e de luta. Luto pela marca de quatro anos do massacre ocorrido em 2015. Luta para conquistar o reajuste salarial e acabar com a série de três anos com o salário congelado. Será dia união e também de conversa com a população.

    Confira a seguir sete motivos, sete argumentos que provam que o governador não só deve como pode pagar o reajuste salarial.

    1 - Arrocho de 17% - Em maio o funcionalismo atingirá a marca de 17% de defasagem salarial. Isso é quanto o salário foi desgastado pela inflação desde o último reajuste há três anos, em janeiro de 2016. Ainda que o governador pague este índice, não teria nenhum centavo de reajuste real.

    2 - Arrecadação 2018 – Ao planejar o orçamento de 2018 o Estado subestimou as receitas. Apesar dos alertas do Fes – Fórum das Entidades Sindicais – dizendo que o Paraná arrecadaria mais de 37 bilhões, o governo insistiu em 35 bi. A realidade é que o Fórum chegou mais perto do resultado final, a arrecadação cresceu 2,68% com relação ao ano anterior. Sobraram 2,2 bilhões em caixa.

    3 - Arrecadação 2019 – O atual governo lembra muito o anterior quando o assunto é a projeção de arrecadação. Um pessimismo teatral. De acordo com assessoria econômica do Fes, a estimativa é que arrecadação cresça em torno de 6% em 2019. A previsão do governo é bem mais conservadora.

    Manifestação no dia 29 de abril de 2016

    4 - Limite Prudencial - Com a arrecadação crescendo, a porcentagem dos recursos investidos em pessoal gera mais possibilidades. Para se ter uma ideia, mesmo que o governador pague a inflação dos últimos 12 meses, algo em torno de 5%, o gasto com pessoal em 2019 – 44,27% - ainda seria menor que o de 2018 – 44.56%. Aliás, a gestão Ratinho Junior recebeu o Estado com o menor índice de gasto com pessoal dos últimos dez anos.

    5 - Discurso em 2018 – Em 2018, quando a campanha para o governo começava a se desenhar, o então deputado estadual Ratinho Júnior veio a público para criticar a então governadora Cida Borghetti. A alegação dele era a de que as servidoras e servidores já estavam muito sacrificados, e defendeu a ampliação do reajuste então proposto. De 1% passaria para 2,76%. Depois de muito discurso, nada foi pago.

    6 - Economia - Não é só o funcionalismo que sofre com tanta defasagem salarial. A economia inteira perde. De acordo com o estudo do assessor econômico do Fes, Cid Cordeiro, só com o não pagamento do reajuste desde 2016, mais de 3,6 bilhões de reais deixaram de circular na economia do Estado.

    7 - LOA 2019 – O chefe da Casa Civil, Guto Silva, alegou que o que a Lei Orçamentária Anual – LOA 2019 – impossibilita o reajuste. Ou ele está mentindo ou está desinformado. A LOA, fixada pela Lei 19.766/2018, não só estabelece o pagamento do reajuste como prevê que uma possível sobra de recursos do orçamento de 2018 deveria ser destinado a esse pagamento. Como vimos no item 2, essa sobra existiu.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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