SindSaude Segunda-feira, 17 de junho de 2019

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  • 12/04/2019

    Motoristas à beira de um ataque de nervos

    Motoristas à beira de um ataque de nervos
    SindSaúde já tomou providências

    Um enorme número de servidoras/es continua com a Gratificação de Atividade em Saúde – GAS – de R$ 874,05. Só que deveriam estar recebendo a GAS no valor de R$ 1.223,68. Isso porque estão submetidos à situação de atendimento direto a pacientes. O assunto foi exaustivamente debatido no governo anterior e houve promessas de correção. Ficou o dito pelo não dito, e a categoria continua sendo hiperexplorada sem nenhuma atenção do atual gestor.

    As/os servidoras/es das farmácias, do setor de tratamento fora de domicílio, as vigilâncias, as/os que estão lotadas/os em unidades de atendimento direto ao paciente deveriam ter a GAS paga em valor maior. O raciocínio é o mesmo quando aprofundamos a compreensão da ampla atuação dos motoristas das Regionais de Saúde.

    A 3ª Regional de Saúde, por exemplo, tem no quadro funcional sete motoristas. Esses profissionais prestam serviços para a Regional e para o Hemonúcleo – Hemepar Ponta Grossa. O local é considerado de alta complexidade. E não para por aí. Eles transportam os veterinários para a mata a fim de coletar amostra de macaco morto e outros animais para o Lacen, em Curitiba, para realização de exames.

    Também levam sangue do Hemepar Ponta Grossa para as unidades do Hemepar em Londrina e Curitiba. Sem contar o transporte de órgão para transplante.

    Outro problema – Como o Hemonúcleo não tem motorista, os plantões de sobreaviso são realizados pelos motoristas da 3ª Regional de Saúde. Em diversas ocasiões eles realizam viagem durante o dia, no horário de trabalho que exercem na Regional de Saúde, e quando esse mesmo motorista está na escala de trabalho do plantão de sobreaviso faz viagem à noite, chegando a fazer turno de 24 horas nessas ocasiões.

    Portanto, esses profissionais têm lotação na Regional. A GAS na Regional é R$ 874,05, mas circulam por outras unidades de maior complexidade para execução do seu trabalho.

    Os exemplos de Ponta Grossa devem ser expandidos para outras Regionais, como Maringá,Londrina, Guarapuava entre outras. Isso porque os motoristas constantemente realizam serviços para unidades hospitalares, sendo chamados para cobrir a falta de pessoal das centrais de transplante. Outra tarefa corriqueira é o motorista estar no apoio das equipes de vigilância, transportando diversos materiais biológicos.

    Ação sindical – Por isso, por entender a injustiça que vem sendo cometida há anos, o SindSaúde enviou ofício à Secretaria de Estado da Saúde – Sesa – reivindicando a equiparação da Gratificação por Atividade em Saúde desses profissionais com as/os demais servidoras/es que trabalham em locais considerados de alta complexidade. Mas essa é uma primeira medida, não havendo a correção da situação, o Sindicato poderá ver com os motoristas filiados o ingresso de medidas judiciais.

    Confira a íntegra do ofício AQUI

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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