SindSaude Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

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  • 22/03/2019

    Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador é coisa séria!

    Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador é coisa séria!
    Saúde da trabalhadora e do trabalhador é tema de curso do 8º Congresso. Foto: Isabella Lanave
    Gestão tem de levar em consideração a que riscos estão expostas/os as/os servidoras/es

    Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. E às vezes parece que a gestão não entende, faz que não escuta ou não consegue mesmo acompanhar os avanços. Explicando – em abril de 2018, a Secretaria de Estado da Saúde – Sesa – publicou a Resolução nº 247 criando a política de saúde ocupacional das/os servidoras/es da Secretaria.

    Só que há muitos anos a ciência deu largos passos na superação da Saúde Ocupacional/Medicina do Trabalho – SO/MT – para a Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador.

    E qual a diferença?

    A Saúde Ocupacional/Medicina do Trabalho não leva em conta a percepção das pessoas que vivem e produzem nos ambientes. A SO/MT considera apenas a avaliação de técnicas/os e reduz a questão à avaliação de riscos químicos, biológicos, físicos e ergonômicos.

    Já na Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador são considerados os riscos existentes na organização e nos processos de trabalho, os riscos advindos das condições de vida/salário e, principalmente, a percepção de quem trabalha nos locais.

    Dessa forma, a categoria tem de ter uma Organização por Local de Trabalho de Saúde – OLTS – que levanta as situações encontradas em cada ambiente, em cada organização, em cada processo. É a partir daí que se elabora o MAPA DE RISCOS e se junta com a avaliação técnica para elencar os riscos para elaborar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA.

    Depois se elabora, a partir desse processo, o Programa de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que a lei denomina de Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, ainda nos moldes da SO/MT. Mas é em decorrência dos riscos que os exames de saúde são realizados porque é a partir deles que se pode saber quais as consequências para a saúde das pessoas inseridas naqueles ambientes.

    Não é qualquer exame e sim aqueles ligados aos riscos que podem trazer consequências para saúde física e mental.

    Por que a Sesa não quer ouvir o conjunto das trabalhadoras e dos trabalhadores sobre esses riscos?

    O mais grave dessa história é que na própria Sesa existe uma abordagem de Política de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador para as atividades produtivas existentes no Estado, se vale para as demais categorias por que não vale para nós?

    Não tivemos acesso à elaboração do PPRA. Portanto, não sabemos que exames de saúde devem ser feitos para prevenção de doenças no trabalho. Assim propomos:

    1. A elaboração de Mapa de Riscos pelas/os trabalhadoras/es dos locais de trabalho

    2. A partir desta elaboração elencar os riscos para a criação do Programa

    3. A partir do PPRA feito com as informações das/os trabalhadoras/es, elaborar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO

    4. A organização por local de trabalho que discute saúde da trabalhadora e do trabalhador - OLTS – deve acompanhar a implantação do PPRA e do PCMSO

    5. As OLTS devem ter liberação de tempo durante o expediente para desenvolver esse processo junto a todos os setores dos locais de trabalho e com o conjunto das trabalhadoras e trabalhadores.

    Questões importantes como essa, que dizem respeito à nossa saúde no trabalho, devem ser discutidas com a nossa representação, que é o SindSaúde. O Sindicato tem insistentemente pautado esse assunto junto à Sesa, ao Conselho Estadual de Saúde assim como na Comissão de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador – CISTT – e de Intersetorial de Recursos Humanos da Sesa.

    Temos muito a dizer sobre os riscos existentes nos ambientes e nos processos de trabalho. Exigimos ser ouvidas e ouvidos.

    EXIGIMOS RESPEITO!

    EXIGIMOS A NOSSA SAÚDE DA TRABALHADORA E DO TRABALHADOR!

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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