SindSaude Segunda-feira, 25 de março de 2019

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  • 07/03/2019

    Somos muitas, somos todas, somos demais!

    Somos muitas, somos todas, somos demais!
    Dia Internacional da Mulher é o nosso Dia!

    O 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras – é uma data que está no calendário nacional e mundial e é considerada uma das mais importantes entre as datas comemorativas. A data carrega um significado social, humano, familiar, político e cultural.

    Esse dia se conecta aos papéis que a mulher desempenha na sociedade. As exigências de ser supermulher, forte e sensível ao mesmo tempo e ainda tendo de provar a cada passo que somos qualificadas profissionalmente para atuação dentro e fora de casa.

    Nós, mulheres, enfrentamos cada vez mais as diversas jornadas impostas por essa mesma sociedade. Vivemos ainda a desigualdade entre homens e mulheres.

    No quesito violência, muitas de nós sofremos atentados todos os dias. E essa escalada de agressão está cada dia mais pública. Porém, ainda parece longe ainda de termos mulheres livres de agressores. Essa data também está ligada a um acontecimento sinistro.

    O fato – O 8 de Março é uma homenagem às operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York, que no dia 8 de março de 1857 fizeram uma grande greve. Elas ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga diária de trabalho para dez horas. À época, a jornada exigida era de 16 horas de trabalho diário, equiparação de salários com os homens – as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo tipo de trabalho – e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.


    Manchete da época dando conta do incêndio.

    O ato – A decisão de considerar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher foi tomada em uma conferência socialista realizada em Copenhague, Dinamarca, em 1910.

    Em 1975, a Organização das Nações Unidas adotou a histórica resolução de oficializar a data, o que significa que os países representados na ONU assumiram formalmente o compromisso de também através de atos de governo celebrar o dia dedicado à mulher.

    Brava gente – Na saúde somos quase o dobro. Na ativa, de acordo com o site da Secretaria de Estado da Saúde, somos 66,73% de mulheres. 4.985 contra 2.485 homens. As aposentadas são ainda em maior número: 68,20%. 1.154 mulheres para 538 homens.

    Demais! - Somos também a maior parte da população. E talvez esse seja um dos fatores que nos levaram a ter conseguido avançar tanto nos últimos séculos. Ser maioria é importante, mas tanta libertação não teria ocorrido se não houvesse um forte movimento feminista organizado, que questionou temas que eram verdade absoluta no século XIX. Até essa época as mulheres eram proibidas de aprender a ler e escrever, de votar, de trabalhar fora. Ser votada, então, nem pensar. Suas tarefas eram restritas aos cuidados com a família e às tarefas da casa. Ou seja, se acreditava que havia uma superioridade masculina.

    No último período, muito se falou de gênero e novas distorções sobre esse termo viralizou. Precisamos recuperar a história de verdade e desprezar as fakes, os boatos, as mentiras. O verdadeiro sentido do feminismo e da ideologia de gênero é a busca de que as mulheres sejam respeitadas e tenham espaço de igualdade na sociedade.

    Nossa capacidade não precisaria mais ser colocada à prova. Mas ainda sofremos discriminação no mundo da ciência, da tecnologia, no comando de empresas e até parece que duvidam que possamos ser felizes quando não temos a presença de um companheiro em nossa vida ou quando optamos não ter filhos.

    Já superamos muito dessas ideias preconcebidas. Mas nossa luta não pode parar porque ainda temos uma parte da sociedade que não tem sensibilidade e busca o retrocesso em nossos direitos e no reconhecimento que arduamente conquistamos.

    Temos, portanto, condições de dar um basta nesses tempos sombrios e de retrocessos. É preciso comemorar a data com reflexões sobre o aumento da participação feminina em todos os espaços. E estar de olho vivo onde reaparecem defesas que nos jogam novamente num lugar menor. Não podemos abrir mão ou nos deixar enganar e temos de continuar a ocupar espaços nos órgãos de poder, na vida política, econômica, sindical, social e cultural.

    Vivemos um momento difícil no Paraná e no Brasil. Por isso, temos de lutar para que o nosso País e Estado conquistem novos patamares de desenvolvimento econômico, direitos sociais, defesa do meio ambiente, direitos trabalhistas, progresso social. Destaque especial para a necessidade de estarmos juntas defendendo a democracia.



    Vem com a gente
    – Em vários municípios acontecerão atos do Dia 8 de Março. Em Curitiba a programação começa ao meio-dia, na Praça Santos Andrade. Confira abaixo a programação.

    12h - 1º ato: Slam das gurias
    16h - Concentração manifestação
    18h - 2º ato: Mulheres trabalhadoras: contra o desmonte de direitos
    18h30 - Saída manifestação
    19h - 3º ato: Quantas de nós precisarão morrer? Vidas negras importam! Esquina das Marechais
    20h - 4º ato: Mulheres unidas desarmam a opressão, na Boca Maldita

    Confira o vídeo convite feito pela SINDTV para o ato desse ano.

    Contamos com a presença de TODAS para construirmos JUNTAS um 8 de Março contra o machismo, racismo, xenofobia e lgbtfobia!

    "Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas."

    Audre Lorde

    Com informações do Portal Vermelho

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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