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  • 13/02/2019

    Mais um crime contra o SUS

    Mais um crime contra o SUS
    Clínicas são investigadas por suspeitas de fraude

    O Ministério Público está perto de desvendar mais uma fraude no SUS. Dessa vez o alvo são clínicas psiquiátricas que atendem pelo SUS e que estariam falsificando prontuários para estender tratamentos. As duas clínicas envolvidas são de Londrina e foram alvo de mandados de busca e apreensão na última terça-feira, 13 de fevereiro.

    Batizada de Operação Hipócrates, em alusão ao filósofo considerado pai da medicina, a investigação do GAECO – Grupo de Atenção Especial de Combate ao Crime Organizado – investiga casos semelhantes em todo o país e cumpriu seis mandados de busca e apreensão. Em uma das residências de um suposto dono da clínica foi encontrado um verdadeiro arsenal bélico.

    Clique AQUI para saber mais sobre a investigação.

    Maus tratos - Durante a Operação foi verificada a existência de pacientes amarrados em cadeiras e camas e em situação de quase flagelo humano. Isso é tratamento? A isso se dá o nome de prática desumana e é o avesso de uma conduta terapêutica adequada.

    É vergonhoso pensar que uma clínica da segunda maior cidade do Paraná, que tem mais de 200 leitos psiquiátricos disponíveis para o SUS, haja de forma tão imprudente diante dos direitos humanos. Exemplo vivo de que o setor privado trata a saúde como mercadoria.

    Basta! - Essas situações provam que os hospitais psiquiátricos não devem mais existir. Lamentavelmente, o Ministério da Saúde publicou recentemente uma nota técnica que retrocede no tempo, nega a evolução da ciência e torna a incentivar financeiramente a existência de Hospitais psiquiátricos.

    Mercadoria - Também cabe registrar que a Secretaria Estadual de Saúde defende a existência de incentivo financeiro para instituições psiquiátricas que mantenham leitos SUS. Em 2017 a cifra paga a essa instituição, hoje alvo do Gaeco, foi superior a R$ 4,5 milhões.

    Exigimos - O SindSaúde se sente contemplado com a afirmação da representante do CFP – Conselho Federal de Psicologia – Mariza Helena Alves, no CNS – Conselho Nacional de Saúde – que diz que “este modelo – que está em vigor hoje - coloca o hospital no centro do cuidado em saúde mental, priva o sujeito da liberdade dentro de um sistema que não favorece a recuperação, mas simplesmente o isolamento”.

    O Sindicato também espera que essa investigação chegue a uma punição aos responsáveis. Também exigimos que a rede de saúde mental enfim seja fortalecida no Estado com ampliação de serviços ambulatoriais, os CAPS, residências terapêuticas, hospitais dia etc. Queremos uma rede que garanta o cuidado e a inserção social.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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