SindSaude Segunda-feira, 22 de abril de 2019

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  • 31/01/2019

    Expectativa na Saúde

    Expectativa na Saúde
    O que será que está acontecendo?

    30 dias de governo e as chefias não foram nomeadas. O que podemos esperar? Será que a disputa por espaço está muito grande? Existem muitos grupos no ringue? Deputadas/os estão impondo nomes das/os apoiadoras/es? Como o secretário pensa a ocupação dos cargos?

    E como estão as/os servidoras/es de carreira nesse compasso de espera? Como está o trabalho nas unidades sem as chefias de setores e divisões?

    Muitas perguntas. E nós, servidoras/es, nesses 30 dias não fomos consultados sobre como pensamos essas nomeações. Nós que executamos o trabalho, que conhecemos a rotina, que temos opiniões a partir das vivências concretas de perfis diferentes de chefias, que temos reivindicações.

    Enfim, será que a demora tem algum sentido de um processo diferente? Tomara que seja!

    Então reforçamos a ideia de que o secretário e o diretor-geral já nomeados oficialmente poderiam fazer vistas nas unidades e consultar as equipes sobre o que acontece, por exemplo.

    a) Situação de trabalho

    b) Experiências positivas e negativas com chefias

    c) Perfil do trabalho que estava sendo realizado e prioridades a serem feitas com manutenção de programas e outras necessidades locais e regionais

    d) O que esperam da nova chefia e do governo

    O secretário tem usado três frases:

    - Não faremos mais do mesmo – Então dialogue, dialogue e dialogue com as equipes. Essa postura de dialogar é uma qualidade que não foi utilizada nos oito anos do último governo.

    Caputo, junto com parte da equipe que seguia sua pegada política partidária, impunha regras sem qualquer conexão com a realidade, mas o que valia era criar regramento.

    - Inovar – Então pé na estrada para ver as unidades, as equipes. Estamos em unidades sucateadas, parte das equipes se sentindo apenas tarefeira do que o nível central pensa e ordena. Já as/os trabalhadoras/es de unidades de sangue e hospitalar estão carentes de uma escuta qualificada e de ter alguma esperança de ter uma carreira que as/os valorize.

    - Saúde é feita por pessoas – Então vá ver onde as pessoas trabalham, vá conhecer as equipes e garanta espaço para ouvir críticas, sugestões e avaliações.

    Estamos cansados de determinações. Exaustas/os de receber gente estranha no serviço que chega mandando. Irritadas/os com o pátrio poder dos partidos políticos, que fazem ingerências no serviço. Desestimuladas/os com grandes depoimentos públicos das autoridades que são verdadeiras mentiras deslavadas.

    Será, secretário, que suas atitudes vão demonstrar que haverá a adoção de políticas de valorizar os talentos que temos nas equipes?

    Será que o diagnóstico que o senhor diz estar fazendo terá um momento em que a servidora ou o servidor será escutado ou continuaremos com falas floreadas de afirmações de transparência, diálogo pleno, falas que impactam e iludem quem não conhece o interior do serviço e, na prática, essas falas não são concretizadas em atos e decisões coletivas e realmente democráticas?

    Se é para fazer diferente, então, o mês de fevereiro podia ser diferente do mês de janeiro. Sabemos que sua agenda recebeu organizações não governamentais, prestadoras/es, prefeitas/os, deputadas/os. Sua agenda teve espaço para o Sindicato? Teve abertura para as/os servidoras/es que têm história e conhecem a Sesa?

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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