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  • 17/12/2018

    Irredutível

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    Refeição pra quem trabalha oito horas será cortada no dia 1º

    A Sesa anunciou que a partir de 1º de janeiro vai deixar de cumprir um acordo firmado com o Sindicato e o Tribunal de Contas do Estado – TCE. Ano que vem todas e todos que trabalharem em regime de oito horas, inclusive as/os das unidades mais afastadas, vão perder o direito à alimentação. A decisão foi noticiada pelo ofício 373/2018 DG/SESA.

    Na reunião realizada no dia 27 de novembro de 2017, o TCE demonstrou várias maneiras de evitar o corte. Naquele dia o governo se comprometeu a não cortar a alimentação de quem trabalha em unidade afastadas. A medida afeta as trabalhadoras e os trabalhadores do HDSPR e CPPI, em Piraquara, HCAB em Pinhais, HRLSS na Lapa e Lacen, que fica em São José dos Pinhais.

    Uma das soluções colocadas pelo TCE foi a alteração na Lei 18.136, que regulamenta o nosso Plano de Carreira. Hoje ele apenas prevê a alimentação para quem trabalha em regime de plantão 12/36. No entanto, historicamente quem trabalha em oito horas fazia as refeições nas unidades. Isso aconteceu até chegar a terceirização das cozinhas.

    Projeto de Lei – O Sindicato fez o texto e entregou ao governo, que é quem pode mandar o PL para o Legislativo. Mas a gestão preferiu não encaminhar para apreciação das/os parlamentares.

    Licitação – Um dos motivos apresentados pelo governo foi o novo contrato com as terceirizadas. Ao custo anual de R$ 18 milhões, a gestão mais uma vez vai comprar comida ao invés de fazer. Mais uma vez estaremos sujeitos a todo tipo de sorte e irregularidades no trato com os nossos alimentos.

    Vale lembrar que o SindSaúde desde a primeira licitação, no final de 2016, tem alertado para a ineficiência desse processo - confira AQUI. Em março desse ano noticiamos o pedido de explicações do TCE sobre a licitação das unidades de Londrina, onde teria ocorrido o favorecimento de uma das empresas participantes - leia AQUI.

    Porta fechada – Em dezembro o Sindicato tentou diversas vezes abrir negociação sobre o corte da alimentação e envio do PL à Assembleia. A Secretaria, por sua vez, se disse ocupada demais com a transição do governo e que a medida só poderia ser discutida pela próxima gestão.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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