SindSaude Terça-feira, 20 de novembro de 2018

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  • 01/11/2018

    Luta pela previdência precisa ser retomada

    Luta pela previdência precisa ser retomada
    Proposta de Bolsonaro pode manter privilégios inclusive o dele mesmo
    Junto com o teto para os gastos públicos, a dita ‘Reforma da Previdência’ era uma das prioridades da gestão Temer. Com muita luta conseguimos barrar a iniciativa. Durante o segundo turno, Bolsonaro afirmou que a proposta em tramitação não passaria esse ano. Mas em entrevista a redes de televisão, na última segunda-feira, 29/10, o presidente eleito disse que na próxima semana se encontraria com Michel Temer para “tentar salvar alguma coisa da Reforma da Previdência".

    Existem dúvidas sobre se a votação fica para esse ano ou o próximo, mas o presidente afirma que existe a necessidade de se fazer a Reforma. Vale dizer que no início de 2018 Temer havia destinado um montante de 30 bilhões em emendas para agradar parlamentares, ainda assim não teve coragem para colocar o tema em votação em ano eleitoral, quando as/os eleitoras/es ficam mais ligados.

    O medo do insucesso tem explicação no teor das mudanças drásticas que reduzem direitos da classe trabalhadora. Quem já está na ativa terá de trabalhar em média 30% a mais para se aposentar. Já a contribuição previdenciária deve subir de 11% para 14%. A proposta também é extinguir o abono permanência e restringir a concessão da aposentadoria por invalidez. Saiba mais aqui.

    Por outro lado, não há nada previsto para conter os privilégios. Os políticos seguem com suas fartas aposentadorias assim como os militares. Aliás, o próprio Bolsonaro é um exemplo de privilégios que deveriam ser debatidos. Ele se formou em 1977 e serviu o exército até 1988, quando entrou para a reserva. Com apenas 11 anos de trabalho, o presidente segue recebendo o vencimento integral.

    E qual seria a moral de Bolsonaro para fazer milhões e milhões de brasileiros trabalharem mais para se aposentar se ele mesmo recebe o que podemos chamar de privilégio?

    Confira a seguir o comentário da jornalista da rádio CBN Mirian Leitão sobre a situação do futuro presidente.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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