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  • 21/09/2018

    Para que ninguém mais duvide da força do funcionalismo

    Para que ninguém mais duvide da força do funcionalismo
    Pressão dos servidores foi decisiva na prisão de Richa

    “O melhor está por vir”. Só hoje temos ideia do tamanho da ironia usada pelo ex-governador ao dizer essa frase após ser reeleito no primeiro turno das eleições de 2014. Meses depois, diante de um Estado quebrado, Richa promoveu aumento radical nos impostos, como o do ICMS de milhares de produtos. Sem contar o reajuste do IPVA em 50%.

    Mas o buraco era grande. Sob a orientação do então secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, Richa decidiu estancar a crise usando uma das poucas reservas existentes: a poupança da aposentadoria do funcionalismo. Foi aí que a briga ficou feia. As/os servidoras/es estaduais, que já não estavam contentes, viram o futuro ameaçado.

    O primeiro enfrentamento dessa batalha aconteceu em fevereiro de 2015. Richa tinha pressa em aprovar a medida. Não contava com tamanha união das/os trabalhadoras/es. Com o plenário da Assembleia ocupado, o presidente da Casa, Ademar Traiano, tentou sem sucesso uma sessão às escondidas, fazendo as/os deputadas/os entrarem na Alep dentro de camburão.

    Logo após a épica derrota do governador play-boy no dia 12 de fevereiro, em março explode um escândalo de corrupção envolvendo Richa na Receita Estadual. A Operação Publicano chega a prender o primo do governador. Com ódio no coração e necessitado da grana da ParanaPrevidência, Richa monta o maior cerco policial da história do Centro Cívico. Ele gastou R$ 1 milhão na operação violenta e o resultado: 400 feridos.

    Estava dada a largada para um dos maiores períodos de enfrentamento entre o funcionalismo e o governo do Estado. Se a todo instante Richa tentava jogar a população contra as/os servidoras/es, apontando o que ele chamava de privilégio, do outro as/os servidoras/es montaram um processo permanente de desgaste da gestão do tucano: além de incompetente, a gestão se afundava a cada dia em escândalos de corrupção.

    Richa entregou o governo para Cida para concorrer ao Senado sob um risco. Ficar oito meses sem foro privilegiado e responder pelos crimes investigados por diversas operações. Um suicídio. O desgaste de sua imagem era tamanho que nem todos os esquemas do mundo poderiam evitar o pior: a sua prisão e de seus familiares.

    No dia 11 de setembro de 2018, com a prisão daquele que há poucos meses era a figura máxima do Estado, ficou provada a força das/os servidoras/es estaduais do Estado do Paraná. De governador aprovado no primeiro turno, Richa passou a um prisioneiro pelo crime de corrupção.

    Que isso sirva para que nenhum político volte a duvidar da força do funcionalismo estadual. Sirva para que os direitos dos atores das políticas públicas desse Estado não voltem a ser desrespeitados.

    A prisão de Richa acontece por coincidência junto ao processo eleitoral. Uma grande oportunidade dos paranaenses irem às urnas, não deixar que ele vá ao Senado, fique sem foro privilegiado e as investigações continuem até que justiça se faça. Não há julgamentos precipitados. Mas quem está no serviço público tem muitos motivos para acreditar que houve muita roubalheira. E lugar de ladrão é na cadeia.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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