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  • 06/09/2018

    Diretor do HT é onipresente?

    Diretor do HT é onipresente?
    Médico tem três cargos públicos, atende no setor privado e ainda é dono de clínica

    Pode estar com os dias contados a impunidade do diretor-geral do Hospital do Trabalhador – HT – em Curitiba. Foram protocoladas quatro denúncias contra ele na Ouvidoria do Estado do Paraná. A informação é do jornal Semanário do Paraná, que circula na Região de Curitiba e cidades do Norte Pioneiro e que chegou ao conhecimento dos servidores da unidade e também do SindSaúde. Essa matéria é baseada nas informações trazidas por esse jornal.

    A principal denúncia apresentada diz respeito ao acúmulo ilegal de cargos públicos. Embora seja pouco visto no HT, o médico ocupa o maior cargo de chefia na hierarquia no mais complexo hospital da Sesa. Além disso é médico do Estado. O terceiro cargo seria na Prefeitura de Curitiba. Somando os três vencimentos, o salário dele supera os 29 mil reais.

    O absurdo é tamanho que o médico acumula ainda outras duas funções. Atende em um hospital da rede privada e tem uma clínica própria. É humanamente impossível um profissional conciliar cinco funções de tamanha responsabilidade. Mais absurdo ainda é a Sesa ficar conivente com esse tipo de esquema.

    Pra piorar – A segunda acusação diz respeito ao exercício da profissão. Existe contra ele um festival de reclamações. Seja no atendimento ao público ou na relação com seus subordinados. Pairam ainda suspeitas de envolvimento em fraude na compra de próteses.

    Pra piorar II – Tem ainda acusação de uso indevido do patrimônio público. O médico teria sido flagrado utilizando o carro oficial para prestar atendimento em um hospital particular. Um outro ponto enunciado é que o acusado estaria dando regalias à sua secretária, como a flexibilização do ponto e o uso pessoal de celulares corporativos. A denúncia chega a insinuar que o aparelho esteja sendo usado pelos filhos da secretária.

    Revolta – Infelizmente casos como esse são comuns na Secretaria Estadual de Saúde. Ao invés de escolher as chefias pela competência, a escolha é feita através de critérios políticos. Uma lógica que permite que profissionais como esse tipo de conduta tenham cargo em um hospital de tamanha importância. O SindSaúde ficará ligado no assunto e vai exigir rigorosa investigação e que a Justiça seja feita.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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