SindSaude Sábado, 22 de setembro de 2018

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  • 05/09/2018

    Sindicato entrega reivindicações a candidatos ao governo

    Sindicato entrega reivindicações a candidatos ao governo
    O debate promovido pelo Coletivo de Sindicatos reuniu um bom público em Londrina
    Documento exige atenção aos problemas da saúde pública

    Em nome da brava gente, o Sindicato entregou carta às/os candidatas/os que participaram hoje, 5/9, do debate promovido pelo Coletivo de Sindicatos de Londrina. As/os faltosas/os – Ratinho Junior e Cida Borghetti – também receberam o documento.

    No texto, o SindSaúde desenha o cenário deixado na saúde pública pelo governo Beto-Cida nos oito anos que ficaram no poder. Também relata o que fizeram com a rede estadual de saúde e o que as/os dez mil servidoras/es, em cada canto deste Estado, esperam dessas/es candidatas/os.

    Assuntos como a reposição salarial, a retirada de direitos, 30% da Gratificação por Atividade em Saúde, atrasos no pagamento do auxílio alimentação, a terceirização de vários setores e a aposentadoria, entre outros, são abordados nesta carta. Confira abaixo a íntegra.

    Carta das servidoras e dos servidores da saúde pública do Estado

    Prezada/os candidata/o ao governo do Paraná

    Como em todo o processo eleitoral, estamos de olho nas propostas das/os candidatas/os. Nessa hora se fala muito em saúde, em suas dificuldades, mas pouco se fala de nós, trabalhadoras e trabalhadores da saúde pública do Paraná. Somos uma categoria de quase dez mil profissionais espalhados por centenas de unidades e cidades por todo o Estado.

    A herança deixada pelo atual governo não é nada promissora. A gestão iniciada em 2011 e que entregará em dezembro deste ano representou um imenso retrocesso para a Secretaria da Saúde. Seja no que toca às políticas de saúde, seja no que se refere à valorização de seus protagonistas. Segue abaixo uma lista das pendências deixadas.

    - 14 % de reposição salarial. Esse é o total das perdas que acumulamos desde 2015. O último reajuste foi há três anos.

    - 30 % na GAS. A gratificação por atividade em saúde acumula perdas ainda mais significativas.

    - Existem ainda sistemáticos atrasos no pagamento do auxílio alimentação.

    - Direitos reduzidos. Foram vários cortes feitos pela atual gestão, entre eles está a suspenção das refeições para quem trabalha oito horas. Outra questão são as viagens a trabalho. A gestão insiste em não querer contar as horas em viagem como horas trabalhadas.

    - Terceirizações. Consumindo com volumosos recursos públicos, elas trouxeram muito mais problemas que soluções. Lavanderias e cozinhas que funcionavam a todo vapor foram desativadas e seus funcionários realocados em setores.

    - Equipes incompletas. Ou o governo interfere decisivamente no processo nomeando as/os aprovadas/os no concurso em vigência ou o caixão será o destino da Sesa.

    - Carreira. A categoria ainda reivindica a correção de distorções no quadro próprio dos servidores da saúde, o fim dos desvios de função, a unificação da GAS e a inclusão de seu valor integral na aposentadoria.

    - Aposentadoria. E por fim, mas de enorme importância, precisamos que o governo restabeleça o equilíbrio atuarial da ParanaPrevidência. O que o governo Richa promoveu em nosso fundo de previdência é um tsunami de retiradas dos recursos que inviabilizam os fundos e nos deixa à mercê de uma catástrofe anunciada e já contabilizada em um déficit atuarial de 16 bilhões de reais.

    A categoria quer sua atenção real para essas entre outras questões.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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