SindSaude Sábado, 22 de setembro de 2018

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  • 05/09/2018

    SindSaúde é barrado no Hospital Infantil

    SindSaúde é barrado no Hospital Infantil
    Sesa é conivente com o impedimento

    A gestão do Hospital Infantil de Campo Largo impediu a entrada das/os dirigentes sindicais na Unidade. A Secretaria da Saúde – Sesa – admitiu, por telefone, concordar com a direção do Hospital. O motivo? Sezifredo Paz ligou para a dirigente e disse que ficou muito triste com a matéria divulgada ontem no nosso site. 

    Sezifredo se disse decepcionado com o Sindicato. A dirigente respondeu: - Decepcionada fico eu cada vez que entro numa unidade própria da Sesa. Se no dia que o anúncio oficial de fechamento de leitos da UTI Neonatal e 10 da UTI Pediátrica, o bloqueio de todas as atividades eletivas e de urgência e emergência e o serviço de Cirurgia Pediátrica o Sindicato já fez barulho, acha que vai ficar calado?

    Hoje, o Sindicato já enviou ofício para o Ministério Público de Campo Largo e já fez um informativo para alertar e convidar a população a entrar nessa luta com a brava gente.

    A Sesa tem medo do SindSaúde. Desde que o Sindicato soube do absurdo bloqueio nas atividades eletivas do HICL e do fechamento de leitos de UTI tem atuado firmemente na defesa do hospital e da população. Tem denunciado a inoperância da Funeas e a omissão da Sesa. Por medo das nossas ações, o diretor-geral deu ordens para impedir a entrada da nossa equipe sindical naquela Unidade. Reação que mostra que a Sesa trabalha rapidamente para coagir, constranger e assediar. Quer interferir na organização do Sindicato, mas não consegue planejar, monitorar e resolver problemas.

    Em oito anos foi uma gestão de muito faz de conta e excesso de discurso.
    Esse é um patrimônio do povo e dele tem de continuar.

    Confira a carta entregue à população.

    Fechamento de leitos no HICL é fruto da política Richa-Cida
    Hospital vai funcionar com menos da metade de sua capacidade

    O HICL foi inaugurado em 2009. Em nove anos de funcionamento apenas metade dos 144 leitos está disponível para a população. Uma realidade que o ex-governador, Beto Richa, e o ex-secretário da saúde, Michele Caputo Neto, em dois mandatos não se preocuparam em resolver. Um problema que deságua na população que, ao precisar de atendimento, dão de cara com enfermarias inteiras de portas trancadas.

    Em meio a essa realidade, uma notícia pegou a todos de surpresa. Um documento interno do Hospital Infantil de Campo Largo comunicou o fechamento de 10 leitos da UTI Neonatal e 10 da UTI Pediátrica, o bloqueio de todas as atividades eletivas e de urgência e emergência e o serviço de Cirurgia Pediátrica. É a atual governadora Cida Borghetti dando continuidade à política de desmonte da saúde pública.

    E por que metade do Hospital Infantil não funciona por completo e pode ver o atendimento encolher ainda mais? Porque o patrimônio público foi desprezado pelo governo Richa. Ao invés de colocar os 144 leitos para funcionar, Richa preferiu comprar leitos em hospital filantrópico, transferindo recursos públicos para entidades privadas, deixando no esquecimento a rede própria do Estado. Por trás dessa decisão política se escondem interesses de apoiadores de campanha eleitoral. É a velha política usando o dinheiro público para garantir benefícios a amigos e apoiadores.

    É essa a explicação para que os mais de 70 leitos desse Hospital jamais tenham recebido uma criança. Faltam médicos, equipe completa na enfermagem e em outros setores porque o Estado trata saúde como gasto e não como direito da população. Com mais leitos abertos, o custo com medicamentos, refeições, material de higiene, gastos com lavanderia, fraldas, etc., aumenta. Para não gastar, não se abre leitos e nossas crianças ficam aguardando leitos.

    Privatização - A Secretaria Estadual de Saúde criou um monstro chamado Funeas, uma Fundação privada que suga o dinheiro público. A Funeas recebeu 90 milhões de reais em 2017 para administrar hospitais. Ainda assim a administração consegue deixar faltar nos hospitais que administra materiais básicos como lâmpadas, álcool 70, medicamentos, copos descartáveis e detergente. Produtos tão necessários para evitar a infecção hospitalar. É isso que vem acontecendo no HICL desde março, quando a Funeas tomou de assalto o Hospital.

    O SindSaúde convida você para defender nossas crianças que, com graves problemas de saúde, são privadas de ter tratamento especializado com acesso fonoaudiólogas, fisioterapia e todo apoio de exames de alta complexidade oferecidos com a qualidade de uma unidade pública.

    HICL é sinônimo de vida para nossas crianças. Ele não pode fechar. Ele não pode morrer.

    Nenhum leito a menos!

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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