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  • 31/08/2018

    Terceirização traz de volta a escravidão

    Terceirização traz de volta a escravidão
    Onda de demissões é anunciada com decisão do STF

    O cenário é de guerra. O figurino é de roupagem moderna para o que é arcaico. O elenco é um exército de desempregados que não tem pra que lado correr e se desespera com a opressão que se avizinha. Esse é o quadro que o Supremo Tribunal Federal – STF – pintou ontem, 30 de agosto, ao abrir a catraca para a terceirização desenfreada, desmedida, para atividades-meio e atividades-fim.

    Como a decisão do STF abrange também a atividade-fim, como no caso da saúde e demais áreas do governo, é o fim do concurso público e de todas as garantias de que dispúnhamos.

    Existem inúmeros estudos que já demonstram que as consequências imediatas da terceirização e a precarização do trabalho são nefastas. A terceirização potencializa a diminuição do salários a serem pagos, diminui benefícios, como auxílio alimentação transporte. Mas não para por aí. O serviço piora por conta das más condições de trabalho e também pela alta rotatividade. O patrão lucra mais e o trabalhador sofre mais. Essa é a lógica

    O retrocesso é gigantesco. Voltamos no tempo e chegamos na era pré-Vargas. Sem garantias trabalhistas, a onda de demissões, que se somará aos milhões de desempregados, já é visível a olho nu.

    Vai vendo - Votaram pela terceirização desmedida os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux (relatores), Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Posicionaram-se contra Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. A presidenta da Corte, Cármen Lúcia, acompanhou a maioria.

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