SindSaude Segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Notícias

Imprimir
  • 29/05/2018

    É ou não é?

    É ou não é?
    Reposição de horas cumpre que objetivo?

    Sabemos que feriado no meio da semana gera expectativa de feriadão prolongado. Não tem quem não olhe os feriados e não faça planos. Pode ser estudar para aquela prova da matéria que a gente mais sente dificuldade, ou programar uma viagem com a família, dar início a uma mudança, fazer faxina, ir ao cinema, levar a criançada para o parque. Enfim, no feriadão é hora de dar uma oxigenada na cabeça e na alma.

    Uma gestão inovadora e moderna, segundo estudos dos últimos 20 anos, aponta que a administração pública no Brasil é marcada pela falta de preparo dos gestores, mantendo o poder centralizado, com alto nível de conservadorismo político. Esse conservadorismo só atrasa as mudanças e possíveis inovações. As consequências dessas decisões incorretas não promovem o bom desempenho das/os trabalhadoras/es.

    Esses estudos também concluem que são raras as experiências no setor público de liderança transformacional capaz de inspirar suas equipes, criando políticas que motivem e fortaleçam a criatividade e dando significado mais forte às tarefas executadas.

    De acordo com o especialista em gestão de pessoas na administração pública, Koga, 2007, a indicação de cargos de chefias serem meramente atos políticos é algo que contribui à ineficiência do sistema. Tomando ainda o exemplo do Japão, as políticas de gestão de pessoas desse país seguem parâmetros e regras bem definidos, elaborados com definições claras e com aplicabilidade, o que eleva a eficiência e o compromisso das/os servidoras/es envolvidas/os.

    Tic-tac Parece que a governadora tem exatamente o perfil conservador. Decisões dos últimos dois feriados mostram que o olhar da governadora está voltado ao rigor do cumprimento de horário. Será que esse critério é válido para pensar em políticas de saúde, no cuidado da vida?

    Nada mais – Enquanto estamos trabalhando na saúde, área tão essencial à vida de uma sociedade, a governadora ou o secretário não vem perguntar o que seria necessário para o bom desempenho das tarefas.

    Eles decidem que é importante repor a jornada de oito horas de um dia em que a governadora decreta ponto facultativo. Decisões que não fazem sentido. Não fazem sentido para quem conhece o serviço que executamos.

    A ignorância das autoridades é mais que irritante. É desestimulante.

    Vamos mandar para a governadora o que significa ponto facultativo. Leia aí governadora. Quando se diz que algo é facultativo significa que é optativo. Ou seja, pode ou não ser feito. Por exemplo, os chamados “feriados facultativos” ou “pontos facultativos” são aqueles em que o empregador, por lei, tem a liberdade de decidir se deseja liberar os seus funcionários do dia de trabalho ou não.

    Facultativo – Ponto é uma espécie de "feriado", decretado pelos governos em dias úteis, nas datas especiais para o município/Estado ou Nação. Decreto válido apenas para as/os servidoras/es das repartições públicas de sua alçada administrativa, que naquelas datas data ficam dispensados do ponto, e, consequentemente, do serviço.

    Então, governadora, se o sentido do ponto facultativo é esse, só faz sentido a senhora tomar a atitude de #suspendaacompensação!

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

Av. Marechal Deodoro, 314, 8º andar, conjunto 801 - Edifício Tibagi, Curitiba, PR CEP: 80010-010 Telefone: (41) 3322-0921 E-mail: contato@sindsaudepr.org.br

DOHMS