SindSaude Quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

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  • 28/05/2018

    Injeção de desânimo

    Injeção de desânimo
    Nardi diz que somos uma equipe. Fala por uma hora e não abre para perguntas

    Não tem como ficar calada. Depois de 28 anos de Estado, ouvir por mais de uma hora um secretário com muito discurso de equipe nos cinco primeiros minutos de videoconferência e no restante do tempo não abrir debate algum, é pra leão.

    58 dias - Um secretário que, em 58 dias de gestão, fez críticas às equipes regionais. Como integrante de uma regional, fiquei indignada! Porque nas regionais recebemos uma carga diária de tarefas vindas do nível central. As tarefas rotineiras de monitorar os convênios ou de fazer ações de combate à dengue, de monitoramento da febre amarela, da H1N1, da Ouvidoria, do TFD, da Farmácia Especial sem condições de atender toda a demanda, tutoria das unidades de saúde, de acompanhar os programas (Hansen, idoso, bolsa de colostomia, Tb, bolsa família, rede mãe paranaense, saúde das crianças, DST, violência, saúde mental, programa saúde na escola, academias de saúde), controle de viagens, controle de diárias, controle de insumos e materiais, reuniões de avaliação dos convênios com prestadores, apoio aos municípios para realização dos instrumentos de gestão, enfim...

    Falta de pessoal. Será que Nardi já ouviu falar? Falta de condições de trabalho. Será que ele já ouviu falar? Será que ele já visitou as instalações precárias de diversas regionais? Será que ele sabe que as superintendências derramam obrigações em nossas cabeças sem explicar como, por que e com quem?

    Com quem ele falou para pensar o que pensa? Quais equipes foram consultadas sobre o processo de trabalho na Sesa? Quantas/os servidoras/es de carreira, sem vínculo com cargos de confiança ele reuniu para profetizar críticas?

    Sabe por que, secretário? - O secretário diz não aprovar a prática de atender pedidos que chegam ao gabinete por deputadas/os, prefeitas/os, vereadoras/es, prestadoras/es e conselheiras/os que chegam no seu gabinete dizendo que acertou determinado apoio direto com a Regional.

    Secretário, as/os servidoras/es não são responsáveis por esses acertos. Se há alguém que faz isso é o alto escalão. Então chamem seus pares e limpem a casa. Não nos confunda e nem jogue nossa ação de trabalhadora na lama com o toma-lá-dá-cá que a gestão faz. A prova cabal está no Diário Oficial dos dias 3 e 4 de abril último, em que o ex-secretário, através de resoluções, atendeu a muitas/os gestores e prestadores/as pensando no futuro político dele. A prova está nos R$ 53 milhões de reais que destinou a municípios e prestadores via convênio.

    Diárias - E lá pelas tantas, na videoconferência em que a equipe não pôde falar, ouvimos de Sesifredo Paz, que está na direção-geral da Sesa, que há abusos nas diárias. Mas ele e o ex-secretário caçador-de-votos nunca controlaram isso? Mas seus cargos comissionados distribuídos em número assustador e de forma vasta nas unidades nunca foram orientados? Passaram-se sete anos e cinco meses de uma gestão e agora estão pensando em racionalizar o uso de diárias, carros, combustível?

    De uma servidora indignada

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