SindSaude Segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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  • 28/05/2018

    A greve que mexeu com o país

    A greve que mexeu com o país
    Nossas bandeiras seguem as mesmas

    O SindSaúde tem reafirmado em seus espaços de decisão avaliações que os governos não têm credibilidade da população porque suas práticas jorram decisões erradas. Há ainda uma enorme fragilidade de fortalecer os direitos sociais como determina a Constituição Federal. Avaliamos que vivemos uma época em que os eleitos são administradores de seus próprios interesses e de negociatas e acordos com grandes empresários tão corruptos quanto o governo. Agem encastelados em seus luxuosos gabinetes que são mantidos pela população.

    O SindSaúde sabe bem como é entregar ao governo uma pauta de reivindicações e não obter qualquer aceno de resposta. É assim que vivemos o governo Richa. Igualzinho o governo Temer na relação com as reivindicações protocoladas pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) no dia 15 de maio. Na pauta, novo marco regulatório dos transportes, congelamento do preço do diesel e fim da cobrança dos pedágios sobre eixos suspensos.

    O item da pauta " novo marco regulatório" aponta para uma maior segurança e condição de trabalho dos caminhoneiros empregados, pois há a defesa de que eles tenham o direito ao tempo mínimo de repouso de 11 horas diárias, e o pagamento das horas de espera pela carga.

    Inicia a paralisação e com toda certeza setores empresariais se infiltraram no movimento e na pressão ao governo para impor na pauta a redução de impostos e a redução do custo do diesel.

    Setores do movimento empunharam a bandeira de “intervenção militar”. Nessa bandeira, o nosso Sindicato não tem acordo. Sabemos que foi na ditadura militar que o Movimento Sindical e o Popular sofreram muita repressão. Foram anos duros e violentos anos de ditadura militar que até hoje roubam a maior parte das riquezas que produzimos. Não! Definitivamente a ditadura militar não é o caminho. A repressão aos movimentos impedia a manifestação de ideias divergentes do sistema.

    Odebrecht Poucos lembram que a ODEBRECHT foi fundada em 1944 e cresceu enormemente durante a ditadura militar. Em 1978 já havia investigação de propina da discutível obra das usinas nucleares de Angra dos Reis. Recentemente, um relatório americano trouxe luz aos porões escuros da ditadura no Brasil, com as execuções determinadas pelos generais. E não defendemos isso por postura pessoal ou da direção. Nosso estatuto, debatido e aprovado em assembleia, é nossa bussola nessa defesa. Diz o documento: “Defesa da liberdade de opinião e livre expressão manifestação e informação ‘e’ lutar contra todas as formas de opressão, exploração e dominação”. Nesse sentido repudiamos o governo Temer que chamou as forças policiais e militares.

    Saúde – Temer também foi para os meios de comunicação ontem, 27/5, falar de sua preocupação com quem precisava de serviços de saúde e que estava com dificuldade de conseguir se deslocar. Foi muito blá-blá-blá de um presidente que em 2017 fez de tudo para aprovar a lei que congela os gastos com saúde. Não dá para calar nossa revolta com tanta falta de caráter.

    Impostos – Um alerta que vale a pensa fazer. Muitos têm repetido a necessidade de diminuição de impostos. O SindSaúde defende que deve ter muito mais controle do uso dos impostos. Defender redução do COFINS significa redução da contribuição para a saúde, assistência social e previdência. Se hoje a saúde já está precária, com menor recursos estaremos reduzimos a nada.

    Quem pagará a conta no final? O povo de novo! E redução de impostos não muda a raiz do problema, que é a injustiça na forma de tributação. Enquanto nós assalariados somos tributados na fonte e com altos percentuais, as grandes fortunas, o capital especulativo financeiro, industrial e dos grandes latifundiários, continuam sonegando e pagando o mínimo de impostos.

    Nossas bandeiras permanecem vivas e temos de reforçar sempre
    Defesa do serviço público
    Defesa da saúde estatal com recursos suficientes
    Defesa da Petrobrás com controle social

    Não às privatizações
    Exoneração do Pedro Parente
    Defesa dos direitos da classe trabalhadora e dos caminhoneiros
    Em defesa da soberania nacional e defesa do pré-sal, revendo políticas entreguistas das nossas riquezas
    Revogação da Reforma Trabalhista

    Não à Reforma Previdenciária
    Pela Reforma Tributária com taxação das grandes fortunas e das heranças milionárias
    Fora Temer
    Fora Beto Richa
    Fora deputadas/os do camburão

    Brava gente O fato é que temos de fazer um movimento forte. Indo todo santo dia para o trabalho e ainda aguentar a falta de condições, a pressão das chefias e a sobrecarga não chegaremos a lugar nenhum. Temos é de construir uma greve, pois sabemos que nossa história só obtivemos conquistas quando saímos da rotina.

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