SindSaude Domingo, 20 de maio de 2018

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  • 15/05/2018

    Fogo no Palácio Iguaçu e imediações

    Fogo no Palácio Iguaçu e imediações
    Delação e áudios atolam Richa, Borghetti, Traiano e companhia

    O arsenal de denúncias contra o ex-governador Beto Richa parece estar longe do fim. Depois da conversa suspeita entre o ex-chefe de gabinete de Richa e o representante de uma empreiteira, o que está estampado na mídia dessa semana é a delação do dono da Valor. O delator afirma que 10% do dinheiro das obras iriam pra campanha de Richa.

    Richa não está sozinho nas acusações, longe disso. De acordo com Eduardo Lopes de Souza, que está preso e é dono da empresa Valor, outros políticos teriam recebido dinheiro vivo em troca da concessão de facilidades para empreiteira nos contratos firmados com o Estado. O esquema ocorria com obras em escolas e estradas.

    Confira os acusados de envolvimento

    Valdir Rossoni – Deputado federal e ex-chefe da casa civil
    Ademar Traiano – Presidente da Assembleia Legislativa
    Tiago Amaral – Deputado Estadual
    Plauto Miró – Deputado Estadual
    Durval Amaral – Presidente do Tribunal de Contas

    Borghetti - A atual governadora também apareceu na delação. De acordo com o delator, o então chefe de gabinete de Richa pediu para firmar como delator um acordo ilícito. Como Juliano Borghetti, irmão da governadora, não poderia assumir um cargo público, o delator indicaria alguém para assumir a vaga no gabinete com um salário de R$ 15 mil. Em troca, o empresário teria de depositar a quantia para Juliano. O esquema funcionou, segundo o delator, por três meses até as primeiras prisões acontecerem.

    Quadrilha – De acordo com o delator, desde 2015 existe um esquema no governo Richa-Borghetti para arrecadar fundos para a campanha de Richa ao Senado, do secretário e irmão do ex-governador, Pepe Richa, à Câmara Federal e do filho, Marcelo Richa, à Assembleia Legislativa. O empresário afirma que ele próprio “doava” 100 mil reais todos os meses. Agora o leitor pensa: se for verdade, quanto ele não superfaturava as obras para pode fazer esse tipo de contrapartida?

    Sem foro – Por mais que a delação possa ser contestada, é notório que o governo Beto Richa escondia uma série de relações promíscuas com empreiteiros. Quando o SindSaúde falava que Richa economizava com os direitos das/os trabalhadoras/es para agradar seus correligionários era disso que estávamos falando.

    Richa e os demais citados têm todo o direito de se defender, de tentar provar a inocência. Mas de preferência que isso seja feito sem mandato, sem o tal do foro privilegiado. Por isso é tão importante que a gente fique ligado nessas investigações e esteja firme da defesa dos nossos recursos.

    Confira AQUI a reportagem da RPC-TV sobre a divulgação da deleção

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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